Titá à janela da alma
Terça-feira, Agosto 30, 2005
Festas de Verão

Dias quentes de verão em que logo pela manhã somos acordados pelo estrondo dos foguetes. Na rua vêem-se rostos sorridentes de quem sabe que esse dia de trabalho será compensado com a alegria do serão.
Há procissões, andores decorados com cor, colchas penduradas em todas as janelas, caminhos e carreiros feitos com pétalas de flores e o som da banda …Tcham, pam, tcham ,pam
Ao fim da tarde o cheiro a carvão já se sente. Ouvem-se ao longe os testes de som do ensaio do conjunto : 1, 2, 1, 2, teste, som, som…
À hora do jantar, que é sempre um jantar com toda a família reunida e com uma infinidade de tios e primos, sente-se a ansiedade pelo barulho infernal dos talheres, as vozes que se misturam em conversas trocadas, as gargalhadas e uma infinidade de crianças que não param de correr de um lado para o outro.
Todos têm vestido as suas melhores roupas, estão brilhantes, alegres. As mais jovens segredam a um canto e combinam quem vão puxar para dançar no “ dancing”…. Os rapazes, sorriem, segredam e vão olhando de soslaio.
A família, em grupo, desce a rua assim como que em género de outra procissão a caminho do recinto do baile.
Cheira a sardinha assada e a frango. Também há chouriço, caldo verde e claro muito vinho. Há farturas, cavacas e o algodão doce faz as delícias dos mais novos.
Todas as famílias se misturam, conversam, convivem e contam umas às outras as ultimam cusquices da aldeia.
O conjunto de baile já toca. Não há grande qualidade de som e nem mesmo na escolha do reportório, mas que importa?
Vamos lá dançar!
São as festas de verão!
O povo no seu melhor. O emigrante emocionado e orgulhoso da sua terra.
A simplicidade casada com a alegria.
Quarta-feira, Agosto 24, 2005
Harmonia
Domingo, Agosto 21, 2005
Ainda...
Sábado, Agosto 20, 2005
Jim Morrison/doors


Um génio ou só um puto marado e com azar que morreu aos 27 anos e que em consequência se tornou um idolo, certo é que ninguém consegue ficar indiferente aos seus poemas, às músicas que cantou nos "doors", às imagens que correram com o seu rosto e a sua loucura em palco.
Pessoalmente, reconheço capacidades como poeta ao Morrison, palavras fortes, revoltadas, jogos e metáforas e tudo transpirava a energia daquela geração, mas não sei se o reconheço como um bom músico ou sequer se admiro a sua forma de cantar.É certo que ainda hoje sei de cor algumas músicas dos doors, reconheço-as em qualquer lado, não confundo a voz do Morrison com a de ningém e obviamente reconheço aquele rosto em qualquer t-shirt.
Esta dualidade de sentimentos que sempre tive em relação aos "doors" nunca a soube explicar, mas sei que se está a comemorar uma data qualquer sobre esta banda ou sobre o próprio Morrison e não resisti a rever alguma discografia destes, que herdei de meus pais...e pronto...fica aqui uma menção ao Senhor Morrison e obviamente, aos "doors"...
Quinta-feira, Agosto 18, 2005
Adormecer

Mão que fechas meus olhos, com amor,
Quando o primeiro sol se vê luzir
Nas fendas das janelas e um rumor
De vida nova se começa a ouvir.
Os meus olhos, cansados, vão dormir...
Em volta deles, pairam, num fulgor,
As visões, os espectros e o sorrir
Esfíngico da Sombra...A mágoa e a dor
De branda auréola os cercam ... E dir-se-ia
O nosso olhar as pálpebras passando,
Misteriosas formas contemplando...
E, em alturas longínquas, se anuncia
Um mundo de ideal melancolia,
Que só podemos atingir sonhando.
Teixeira de Pascoaes
Terça-feira, Agosto 16, 2005
Feira de São Mateus - Viseu
Sábado, Agosto 13, 2005
Um país de luto



