Titá à janela da alma
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
Noite de Bruxas

Sábado, Outubro 29, 2005
Nostalgia de Outono
Embalada pelo som
da lenha a queimar,
dos pingos de àgua na rua
e do vento suave nos ramos da àrvore que toca a minha janela.
Em redor sentiria só tons de Outono,
esfumados,
em nuances de côr,
como se de folhas que cairam se tratasse...Folhas de outono!
Última Hora
Quinta-feira, Outubro 27, 2005
O Trovador Errante

Em 1963, venceu o segundo prémio e uma menção honrosa num Concurso Internacional das Juventudes Musicais, realizado em Palma de Maiorca, ao mesmo tempo que prosseguia os seus estudos normais, primeiro no Liceu Camões, depois num Colégio Interno, em Mouriscas, perto de Abrantes.
O ano seguinte - 1964 - acabou por ser um ano chave na vida de Jorge Palma, pois marcou uma viragem a nível das suas preferências e práticas musicais, já que abandonou a música clássica, dedicando-se à música pop/rock, familiarizando-se com a guitarra numa base autodidacta.
A sua primeira tentativa de sobrevivência e autonomia como músico reporta-se a 1967, no Algarve, aonde, juntamente com músicos de Santarém, integra os Black Boys, experiência que durou poucos meses.
Em 1969, integra o grupo hard/rock Sindikato, ao mesmo tempo que estuda na Faculdade de Ciências de Lisboa. Com a inclusão de uma secção de metais, dá-se a aproximação da banda a uma sonoridade mais jazz-rock, acabando por participar na histórica 1ª edição do Festival de Vilar de Mouros, em 1971. Nessa altura, fruto do convívio com os vários músicos da banda - Rão Kyao, João Maló, Rui Cardoso, Vítor Mamede, entre outros - começa a trabalhar a nível da escrita musical e compõe as suas primeiras canções, curiosamente em inglês, acabando por gravar, com o Sindikato, um single e um álbum de versões.
A estreia a solo, no formato 45 r.p.m., verifica-se em 1972, com o single "The Nine Billion Names Of God", cujo tema título é baseado em "O Despertar dos Mágicos", um livro de contos, um bocado isotérico, da autoria de Jacques Berger. No mesmo ano realiza a sua primeira viagem transcontinental, que o leva aos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas, abandonando os estudos de Engenharia.
Um ano mais tarde, é editado o seu primeiro single em português, na sequência de um trabalho de (aprendizagem e) aperfeiçoamento na escrita na nossa língua, com o poeta José Carlos Ary dos Santos, ao que se segue o regresso aos Estados Unidos da América, e também, as primeiras encomendas de composição e orquestração para outros intérpretes.
Foi também em 1973 que, convocado para cumprir o serviço militar, partiu para o asilo político na Dinamarca, juntamente com a sua primeira mulher (Gisela Branco), que o levou a lavar elevadores e a fazer camas num Sheraton, em Copenhaga, onde através da BBC, veio a saber do que se passara no dia 25 de Abril de 1974, em Portugal, o que o levou a regressar de imediato ao nosso país, com breve passagem por Itália.
O primeiro LP - "Com Uma Viagem na Palma da Mão" - lançado em 1975, coincide com um período de intenso trabalho como orquestrador (chegou a trabalhar, nessa condição, com Amália Rodrigues), compositor e letrista, incluindo a participação no primeiro Festival da Canção do pós 25 de Abril, em colaboração com Pedro Osório e Nuno Nazareth Fernandes.
Em 1977, lançou o seu segundo álbum de longa duração - "'Té Já" - passando também pelo Brasil e por Espanha, aonde tocou nas ruas de diversas cidades, de Marbella a Barcelona, passando também por Ibiza e Palma de Maiorca.
Os anos seguintes - 1978 e 1979 - são centrados em França, principalmente em Paris, aonde percorre bares, esplanadas e o Metro, tocando Bob Dylan, Leonard Cohen, Paul Simon e Crosby, Stills & Nash, entre outros. Regressado a Portugal, durante o ano de 1979, mora durante alguns meses no Ninho das Águias, no Castelo, em Lisboa e grava o seu terceiro álbum de originais - "Qualquer Coisa Pá Música" - a que se seguem, actuações ao vivo, a solo, ou então com o grupo acústico "O Bando".
No principio da década de 80, regressou a Paris, já com a sua segunda mulher (Graça Lamy), regressando depois em 1982, para gravar o duplo LP, "Acto Contínuo", que estava previsto ser um álbum ao vivo, mas por vicissitudes de produção acabou por ser gravado em estúdio e num espaço de tempo muito curto.
Em 1983, quando estava prestes a regressar aos seus estudos musicais, nasceu o seu primeiro filho, Vicente, a quem dedicou uma peça ("Castor") do seu quinto álbum de originais - "Asas e Penas" - lançado em 1984, ano marcado por diversos concertos, quer em Portugal, quer em França, tendo também passado por Itália, aonde voltou a tocar na rua.
O ano seguinte - 1985 - é marcado pelo lançamento do seu sexto álbum de originais e um dos mais aclamados - "O Lado Errado da Noite" - do qual é extraído o single "Deixa-me Rir", com enorme sucesso. Este trabalho é distinguido com alguns prémios, dos quais se destacam o "Sete de Ouro" e o "Troféu Nova Gente", tendo sido definido por alguns críticos como "O lado certo de Jorge Palma" ou "Palma de Ouro". Na sequência deste trabalho fez uma longa tournée por Portugal, passando também pelas ilhas, destacando-se a sua primeira grande apresentação em Lisboa, na Aula Magna.
Em 1986, concluiu o Curso Geral de Piano e gravou o seu sétimo álbum de originais - "Quarto Minguante" - que foi um trabalho marcado pelos problemas entre Jorge Palma e a editora, sobretudo pela tentativa de imposição de um determinado tipo de sonoridade, por parte dos últimos.
Os anos seguintes foram marcados pelos seus estudos de piano, tendo concluído o Curso Superior de Piano do Conservatório de Lisboa, em 1990, curiosamente um ano depois de ter lançado o seu oitavo, e até agora último, álbum de originais - "Bairro do Amor" - considerado pelos jornais "Público" e "Diário de Notícias", como um dos álbuns do século a nível da música portuguesa. Refira-se que, esse trabalho, marca também a saída de Jorge Palma da editora EMI-Valentim de Carvalho - que recusou a edição de "Bairro do Amor" - e a passagem para a Polygram.
Em 1991, foi editado "Só", um álbum intimista, em que revisita velhos temas, apenas com voz e piano. Esse trabalho, foi premiado com um "Sete de Ouro" e o jornal "Diário de Notícias" considerou-o um dos álbuns do século da música portuguesa. Seguiram-se vários concertos pelo País, alguns deles nos principais teatros do País, que se prolongaram pelo ano seguinte, que marcou também a formação do "Palma's Gang", que reúne Jorge Palma com músicos dos Xutos & Pontapés (Zé Pedro e Kalú) e dos Rádio Macau (Flak e Alex).
1993 é o ano em que é gravado e lançado "Palma's Gang: Ao Vivo no Johnny Guitar", uma segunda revisita de Jorge Palma à sua obra, mas agora num formato eléctrico, já que se trata de um projecto rock. Participa também, no álbum "Sopa", dos Censurados, assinando a letra e emprestando a voz a "Estou Agarrado A Ti".
O ano seguinte fica marcado por um conjunto de concertos por todo o país, quer a solo, quer com o Gang, destacando-se os Concertos do São Luiz, de 4 e 5 de Novembro, que viriam a ser transmitidos, mais tarde, pela RTP.
No ano seguinte, continuou a dar espectáculos por todo o país, passando também pelo Casino do Estoril, onde deu "Concertos Íntimos", contando com a produção musical de Pedro Osório. Participou também, como pianista convidado, no "unplugged" dos Xutos & Pontapés, na Antena 3 e, foi letrista, compositor e músico em "Espanta Espíritos”, um álbum em que participaram vários nomes da música portuguesa e que contou com a produção de Manuel Faria, um ex-Trovante. Entretanto, nasceu Francisco, o seu segundo filho.
Em 1996, Jorge Palma aceitou o convite para integrar os "Rio Grande" juntando-se assim a Tim (Xutos & Pontapés), João Gil (Ala dos Namorados), Rui Veloso e Vitorino, podendo considerar-se como um trabalho de regresso à música tradicional portuguesa, que acabou por resultar num grande êxito comercial. Nesse mesmo ano, musicou poemas de Regina Guimarães para "Lux in Tenebris", peça da juventude de Brecht levada à cena pela Companhia de Teatro de Braga e também participou no espectáculo "Filhos de Rimbaud", em colaboração com Sérgio Godinho, João Peste, Rui Reininho e Al Berto. Participa também no álbum "As Canções de João Lóio" e vê ser recriado "Frágil", por André Sardet, em “Imagens”, o seu álbum de estreia. É também em 1996, que a EMI-Valentim de Carvalho lança a compilação "Deixa-me Rir", dentro da Colecção Caravela, que engloba alguns temas dos álbuns "Asas e Penas", "Lado Errado da Noite" e "Quarto Minguante".
No ano seguinte - 1997 - para além dos habituais concertos, participa em alguns trabalhos, como é o caso de "Todo Este Céu", de Né Ladeiras, onde são revisitados temas de Fausto Bordalo Dias, e também no álbum "Voz e Guitarra", um trabalho notável, produzido por Manuel Paulo Felgueiras (da Ala dos Namorados), que juntou um leque enorme de artistas, que escolheram os temas e recriaram-nos apenas com voz e guitarra. Esse mesmo ano é ainda marcado pelo lançamento do segundo álbum dos "Rio Grande" - Dia de Concerto - desta feita um álbum ao vivo (resultante de um duplo concerto dado no Coliseu dos Recreios). Uma grande mais valia para este disco é a estreia de um tema até aí inédito de Jorge Palma - "Quem És Tu De Novo".
Em 1998, Jorge Palma teve um ano cheio de trabalho. Foram muitos os concertos que deu pelo País, tendo estado nas Queimas das Fitas de Lisboa e Porto e participado no "Festival Outono em Lisboa", destacando-se também a sua participação em concertos na Expo 98, como, por exemplo, no Concerto de Solidariedade para com a Guiné Bissau, para além de um, em nome próprio, e de outro, como convidado de Amélia Muge, englobado num projecto inédito - "E as vozes embarcam" - que juntou os dois cantores e o grupo búlgaro Pirin Folk Ensemble. 1998 fica também marcado por ter sido o director musical do espectáculo "Aos Que Nasceram Depois de Nós", que percorreu todo o país, numa co-produção dos Artistas Unidos e da Companhia de Teatro de Braga, baseado em textos de Bertold Brecht, musicados por Kurt Weill, Hans Eisler, pelo próprio Brecht e, no tema "Do Pobre B.B.", por Jorge Palma. Do elenco deste espectáculo, para além de Jorge Palma, fez também parte a actriz Lia Gama, entre muitos outros.
O ano de 1999 foi marcado por vários concertos, e também, por algumas participações em programas televisivos, para além do seu brilhante contributo no álbum de Tributo aos Xutos & Pontapés - "XX Anos XX Bandas" - tendo (re)interpretado, acompanhado pela guitarra de Flak, o tema "Nesta Cidade", com letra de João Gentil (um poeta de Lisboa, que acompanhava Jorge Palma, quando este tocava na rua). Participou também no álbum "Tatuagem", de Mafalda Veiga, num dueto - "Tatuagens" - que veio a ser o single do trabalho e teve a oportunidade de, na companhia de Fernando Tordo, visitar Timor Leste.
Em 2000, Jorge Palma voltou a percorrer o País, dando vários concertos, tendo a Universal lançado a colectânea “Dá-me Lume”, que reunia canções dos álbuns “Bairro do Amor” e “Só”, e se assumiu como um enorme êxito comercial, ultrapassando as trinta mil unidades vendidas, o que lhe permitiu, durante semanas a fio, ocupar os primeiros lugares do top nacional de vendas. O sucesso deste álbum levou a que a data do novo de álbum originais, entretanto gravado, fosse sendo adiada, pois o lançamento marcado para Outubro, foi adiado para Dezembro, e depois para 2001. Ainda em 2000, Jorge Palma participa no álbum de tributo a Rui Veloso, juntamente com Flak, (re)interpretando “Afurada”, para além de ter emprestado a sua voz a “Laura”, canção pertencente à banda sonora do tele-filme “A Noiva”.
2001 foi marcado pelo lançamento de “Jorge Palma”, o seu novo álbum de originais, depois de constantes adiamentos. O álbum alcançou um enorme êxito, junto de críticos e junto do público, pois, logo na primeira semana, atingiu o terceiro lugar do top nacional de vendas e o disco de prata. Meses antes foi reeditado o álbum “Acto Contínuo”, que ainda não existia em formato cd, para além de Jorge Palma ter dado inúmeros concertos por todo o País – destacando-se aquele que abriu o terceiro dia do festival Sudoeste, para além da estreia nos coliseus de Lisboa e do Porto, em Novembro - e ter escrito um tema para “Mau Feitio”, o novo trabalho discográfico de Paulo Gonzo, dando também a voz a “Diz-me Tudo”, tema de abertura da telenovela “Ganância”, e o piano, a “Fome (nesse sempre)”, tema de estreia dos Toranja.
Em 2002, Jorge Palma venceu o prémio José Afonso – pelo seu disco “Jorge Palma” – e foi nomeado para os Globos de Ouro, nas categorias de melhor intérprete individual e melhor música. Destaca-se também os três concertos acústicos que deu, em Junho, no Teatro Villaret, acompanhado pelo filho Vicente, e que foram editados num cd duplo, lançado em Setembro, com o título “No Tempo dos Assassinos”, em que são revisitados trinta e três temas da sua vasta obra. O disco está a ser um enorme sucesso. Em Novembro será reeditado “Qualquer Coisa Pá Música”, o seu terceiro álbum de originais e até ao final do ano deverá ser lançado mais um disco com o Rio Grande, que com a saída de Vitorino, passam a designar-se como “Cabeças no Ar”.
Como alguém um dia disse, "em Jorge Palma sobressai a capacidade de redescobrir a música, de criar uma forma atraente, de exibir sentimentos, explorar emoções, e cativar sempre mais gente, a acompanhar a sua solidão junto ao piano, num misto de querer estar só, mas com todos os outros".
É, sem dúvida, um dos melhores cantores/compositores actuais, um criador com sonhos feitos canções, que consegue cativar diferentes públicos, incluindo um público mais jovem, junto do qual conseguiu criar um grupo de indefectíveis seguidores, isto apesar de durante doze anos não ter gravado qualquer álbum de originais.
E, é este o percurso de Jorge Palma, que como João Gentil definiu, "é quase como uma história de um trovador errante".
Esperamos ansiosamente por novos capítulos.
Terça-feira, Outubro 25, 2005
José Carlos Ary dos Santos

Poeta castrado não!
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
é tão vulgar que nos cansa
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
a morte é branda e letal
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrã
o prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
José Carlos Ary dos Santos
Segunda-feira, Outubro 24, 2005
Prova ultrapassada com sucesso...e alegria!
E eu, portei-me muito bem. Suportei a saudade. Não telefonei uma só vez, nem apareci às escondidas e só fui buscá-la à hora marcada.
A prova foi ultrapassada com sucesso e alegria. Esta demonstração iniciática está ganha!
Sexta-feira, Outubro 21, 2005
A grande prova
É este fim-de-semana, que a minha “Pata Tenra” fará a sua primeira aventura de escuteira fora das saias da Mãe.
Como devem calcular, quando falo em grande prova, não me refiro a que esta seja para a pequena Infante, é mesmo uma grande prova para mim, que já estou ansiosa, cheia de nervoso miudinho, preocupadíssima em que não falte comida (acho que preparei comida para o agrupamento todo), em que não passe frio (tenho que me convencer que Ela não vai para a Serra da Estrela), enfim, estou numa figura triste.
Ainda mais triste, porque obviamente não quero assumir esta ansiedade em frente à Princesa, que está feliz, animada, eufórica e por isso, tenho tido comportamentos, no mínimo, estranhos.
Até já pedi para me esconderem o telemóvel, não vá apetecer-me ligar para saber noticias...assim, como quem não quer a coisa….assim, de hora a hora?
Já perceberam, não é? Vou estar intratável este fim-de-semana!
Decidi que vou arrumar e reorganizar os guarda-fatos e as gavetas todas. Parece-me a melhor terapia neste caso: estarei em casa, em prontidão, mas com a mente ocupada e distraída.
O pior, vai ser o silêncio, os brinquedos arrumadinhos na estante e a música que toca, que concerteza, não vai ser a dos D’zrt.
Meus amigos, se por acaso manifestar alguma atitude estranha durante os próximos dias ou disser algo menos próprio, por favor, dêem-me um desconto e desculpem qualquer coisinha.
Isto não está nada bem, mas "Sempre Alerta"!
Quinta-feira, Outubro 20, 2005
Nova Imagem

Como concerteza já repararam, este blog está com uma nova imagem. Na minha opinião, muito mais agradável e simples e sobretudo, tem resolvido, o mistério do desaparecimento das "velhas palavras", ou seja, do arquivo.
O mérito não é meu! Eu só bato com os dedos nas teclas, nada percebo destas "coisas".
O mérito é todo da eterna generosidade e prontidão do G.
Eu estou muito contente com o novo aspecto desta salinha onde vos recebo. E vocês, gostaram?
Camarada Carlitos, Bem haja!
Terça-feira, Outubro 18, 2005
A capa das capas

Foto: AP/American Society of Magazine Editors
De facto, é uma capa de revista muito invulgar, (mesmo para a Rolling Stone), que ainda hoje, passados tantos anos, provoca tudo, menos a indiferença.
É Linda, não é?
Yoko e Jonh lindos e únicos pelo amor que os unia....será a história de amor do Século XX?
Domingo, Outubro 16, 2005
Elogio ao Amor
Partilho convosco e aguardo as Vossas reflexões!
"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reunem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam"praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há; estou farto de conversas,farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia,são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem,tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banalidades,borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é umfim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe,não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso quea ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida,quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. "
Sexta-feira, Outubro 14, 2005
Falar Português? Eis a questão
Refilei de imediato e antecipando futuras situações idênticas, partilho desde já a minha opinião.
Porque terei eu que usar estes estrangeirismos? Porque é moda?
Não é concerteza por serem palavras mais específicas ou abrangentes, porque o Português é uma das línguas mais ricas e completas.
Eu admito que, até já uso alguns estrangeirismos. Muito pontualmente. Por norma, são palavras absorvidas inconscientemente e depois utilizadas sem que me aperceba, mas sempre que posso, reparo e corrijo essa injustiça para com a língua Portuguesa.
Será que dito em inglês, a palavra “videoclip” é mais abrangente e diz mais do que “teledisco”?
Ainda, vou passar por rústica, careta ou “over”, mas ainda assim, deixo a questão.
Quinta-feira, Outubro 13, 2005
Vaidade de mulher
Caras Amigas,
Terça-feira, Outubro 11, 2005
Branqueamento da história
Tem a ver com o edifício da antiga PIDE, em Lisboa, que está, de momento a ser restaurado para alojar um futuro condomínio fechado. Daqueles condomínios de luxo: ridículos para a cidade de Lisboa e excessivos para um país que se diz em crise.
Se há algo que me atormenta, é esta mania da sociedade actual em querer branquear a história recente do país.
Há documentos históricos relativos aos presos políticos guardados na Torre do Tombo, outros depositados em sedes de partidos, há lojas maçónicas que arrogantemente reclamam a si a presunção e o direito de serem os guardiões de documentos igualmente históricos, sobre a própria PIDE e a Revolução de Abril e assim, tudo se esconde.
Pergunto: A antiga sede da PIDE não poderia ser uma Biblioteca/Museu para receber e juntar tudo isto, ficando disponível para quem quisesse ou até necessitasse de consultar?
Ou também acham que esconder é melhor?
Não deveria este edifício ser restaurado, mas manter a sua identidade?
A mim, sinceramente, parece-me mais uma vez, um branqueamento da história, como aliás já vi outros neste país.
Não me vou alongar no assunto, pela razão que expliquei e também, porque não quero ferir qualquer susceptibilidade, vou dizer somente, que me sinto de alguma forma traída, porque eu nunca disse a ninguém que preferia esconder a cabeça na areia pelos erros do meu país e também nunca ninguém me deu hipótese de dizer que às vezes, vale a pena olhar para algo que nos lembre o menos bom e nos ajude a evitar a repetição do erro.
Houve um grupo de cidadãos que, ao abrigo deste tema, se manifestou no último 5 de Outubro….
Sempre....Sophia
Voltarei para buscar
Os instantes que não passei ao pé do mar"
"Sophia de Mello Breyner Andresen in Geografia"
Evolução!!! (2)
Elas vão lá ter sozinhas!
Domingo, Outubro 09, 2005
Até parece uma anedota!!!
Sábado, Outubro 08, 2005
Temos que partilhar
Quinta-feira, Outubro 06, 2005
Concept_u - Conceito de Qualidade

Não costumo ter o hábito de publicitar empresas, mas neste caso vou ter de o fazer, porque encontrei o conceito da qualidade e do profissionalismo.
Influenciada pelo Azenhas- azenhasdomar.blogspot.com encomendei uma tela da minha pequena Infanta.
Na Concept_u, encontrei a simpatia, paciência e atendimento personalizado, que já são tão raros nos dias de hoje. Um profissionalismo invulgar e uma eficiência, que nem tenho palavras para descrever.
E, depois, ainda houve o carinho!O carinho com que todo o processo foi tratado. Até a encomenda, que recebi pelo correio trazia esta encantadora frase na embalagem: " Contém uma tela. Pf tratar com carinho"... Não é delicioso'??!!!
O Resultado final, está ...excelente...como aliás, podem ver pela pequena amostra que aqui vos deixo, apesar de que esta nao faz justiça à tela que acabei de pendurar na parede.
Sandra e Pedro um grande beijo para Vós e muito, muito obrigada.
E quanto aos restantes, não deixem de dar uma espreitadela em www.conceptu.azenhasdomar.net/
Terça-feira, Outubro 04, 2005
Grandes concertos
Para quem perdeu o último do Kusturica, aviso já que vai estar de novo no Coliseu dos Recreios, a 21 de Novembro



O Tal mupi do Yann, que me fez ganhar uma valente discussão com o Ricardo Cifrões ....
O Importante é que Yann Tiersen está de regresso a Lisboa e a Famalicão
A SMOG não pára e o Ricardo está incansável.... :-)
Segunda-feira, Outubro 03, 2005
Dia Mundial da Arquitectura
Sábado, Outubro 01, 2005
Castelo dos Mouros



Uma expedição mágica:
Este sábado, e como acontece sempre num por mês, em vez de uma, tive duas princesas: minha filhota, e a minha sobrinha.
Com tanta princeza junta, não havia lugar melhor para as levar do que ao Castelo dos Mouros, em Sintra. Propus uma expedição, uma aventura, avisando-as de que tinhamos que andar muito a pé e que ir agasalhadas com um casaquito por causa do forte vento, que faz no cimo da serra.
Ainda na estrada, quando lhes apontei a bandeira Nacional, na torre do Castelo, estas nem queriam acreditar que iriam brincar lá ...tão alto! No cimoooooooo.........
Essa visão, levantou a imaginação de ambas, levou-as para uma expedição mágica. Foi uma expedição que depressa se tornou em história de encantar:
Os bancos de pedras, eram as salas onde ambas se sentavam para receber visitas e beber o chá.
Os silos, salas de baile e ambas deslizavam em geito de valsa pela área ventosa.
Os turistas, esses obviamente eram principes de outros países, que as vinham visitar. Fizeram tantas vénias as estes estrangeiros, que acredito que não haja Alemão, Inglês, Francês ou Espanhol que hoje nao tenha uma fotografia destas duas princesas.
Enfim, foi uma história de encantar, que não começou com o "era uma vez", mas com o "faz de conta que...."
Haverá melhor forma de viver Sintra?
Esta é a magia que a serra nos cobra e que só as crinças lhe conseguem oferecer.

