Titá à janela da alma

Sexta-feira, Abril 28, 2006

Já Volto!

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Terça-feira, Abril 25, 2006

O meu dia da Liberdade


Ao som das músicas do Zeca Afonso que ecoavam pela cidade, com um cravo vermelho numa mão e a mãozinha da minha pequena Princesa na outra, descemos em passo de dança e em cortejo do Marquês de Pombal, pela Av. de Liberdade até ao Rossio.
Subimos às Ruinas do Convento do Carmo. Visitamos o Convento e o Museu de Arqueologia.
Colocámos um cravo no momumento térreo de homenagem ao Capitão Salgueiro Maia.
Subimos ao cimo do Elevador de Sta. Justa e enchemos os olhos com a beleza e a luz da Cidade de Lisboa.
Ali, explicámos a um Americano muito intrigado, a razão pela qual, hoje todos os Lisboetas andavam com um cravo vermelho ao peito. Respeitámos a Liberdade de um casal, que interrompendo a nossa conversa, explicava ao mesmo Americano, que para eles o 25 de Abril tinha sido o dia negro de suas vidas.
Optei pela liberdade de não pagar 2,70€ por pessoa para descer no elevador de Sta. Justa, por considerar um absurdo o valor aplicado.
Descemos o Chiado a pé até à Praça do Municipio.
Acabámos sentados no chão, a ver o pôr-de Sol junto ao Rio Tejo.
Todos sorriam, cantarolavam e mostravam o seu cravo vermelho como um sinal de orgulho e vaidade...como o sinal da Liberdade....
Viva a Liberdade, Viva o 25 de Abril
posted by Titá at 25.4.06 12 comments

25 de Abril- o Tesouro



O Tesouro
Há muitos anos, no tempo em que o teu pai andava na escola, num país muito distante vivia um povo infeliz e solitário, vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. O céu era alto e azul, os campos férteis, o mar e os rios cheios de peixes e de vida, as cidades quentes e luminosas, mas as pessoas que passavam entreolhavam-se com olhos tristes, caminhando apressadamente e sumindo-se dentro das casas; e quando se encontravam umas com as outras, nos cafés, nos empregos, na rua, falavam baixo, como se alguma coisa, um segredo terrível, as amedrontasse.

Quem, vindo de outras terras, chegava ao País das Pessoas Tristes, não compreendia. As pessoas eram boas e afectuosas, e aparentemente só tinham motivos para para ser felizes. Mas quando lhes faziam perguntas, as pessoas afastavam-se e não respondiam, ou mudavam delicadamente de assunto pedindo desculpa.(...)Manuel António Pina in O Tesouro, Associação 25 de Abril, s/d.

(Encontrei neste livro, uma forma simpática de contar à minha pequena Princesa o que foi o 25 de Abril de 1974 e o que é hoje, a Liberdade. Recomendo a todos os que têm crianças.)

Hoje, comemora-se um dia especial: um tesouro, o 1º dia do resto de nossas vidas de hoje, o dia da Revolução dos Cravos, o dia da Liberdade.

Hoje, há alguma osteoperose nas palavras, mas falamos sobre Liberdade e eu não consigo dizer nada...desculpem, mas a Liberdade explica-se por si só ...

Aconselho vivamente a visitarem o Jorge Esteves, em http://www.contextualidades.blogspot.com/ e lerem os seus últimos quatro post's. (pelo menos :-) )

Com o Jorge Esteves, através de alguns discursos e relatos na primeira pessoa, encontrão excelente informação sobre o 25 de Abril, acompanhada de excelentes fotografias da altura e música extraordinária.

Viva o 25 de Abril

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Quarta-feira, Abril 19, 2006

Geração Tamagochi


Geração Tamagochi é o que chamo à geração de minha filhota.
Hoje, essa expressão, voltou à minha boca durante o jantar e pergunto-me: Onde errei? :-)
Para se entreter, enquanto eu fazia o jantar, a minha filha pediu-me uma sugestão para fazer uma composição, ali, ao meu lado, sobre a mesa de cozinha.
Sugeri : "O que é Liberdade?" ( já antecipando a lição que irá ter amanhã, conforme pude perceber pelo seu manual)
A primeira frase da composição da Princesinha era:
Liberdade é poder vestir o que me apetecer!
:-) profundo, não acham?
Que hei-de dizer-vos? É a geração tamagochi...
Lá tivemos que colocar o nosso melhor ar de revolucionários, recordar momentos, recapitular a história e dar uma pequena lição de....moral???
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Segunda-feira, Abril 17, 2006

Diário da Tua Ausência


"Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos.
O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes o alcance do olhar.
O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível.
É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Apesar de não ser apreciadora do estilo de escrita da Margarida Rebelo Pinto, li todos os seus livros. Foram-me oferecidos, como “livros de moda” e eu nunca me faço rogada a um livro.

Nunca me identifiquei com as mulheres destes livros e muito menos com a Autora.
Para ser sincera, sempre me incomodaram as suas personagens : mulheres fúteis, superficiais, que saltam de relação em relação, de cama em cama sem sentimento algum, movidas somente por uma atracão ou uma paixão desmedida sem pés nem cabeça. Sempre me irritou o facto, de a Autora querer passar essa mensagem como uma verdade absoluta dos tempos que correm, como se de facto fosse uma moda, ser-se uma mulher fria, mundana até.
As suas palavras soavam ocas, e sempre fiz questão de me distanciar desta e das suas personagens, defendendo que havia outro tipo de mulheres para além daquelas descritas nos seus livros: mulheres que ainda acreditam em amores impossíveis, que lutam por um amor ou que esperam por ele, que são românticas, que sonham, que sofrem, que choram e que continuam a lutar.

No Sábado, quando na minha rotina, percorria as prateleiras da FNAC da minha rua, chamou-me a atenção a capa do novo Livro da Margarida Rebelo Pinto: “Diário da Tua Ausência”.
A capa é deliciosa, em tom pastel envolto por uma fita de cetim escarlate que se fecha num laço.
Leio a sinopse e encontro finalmente a descrição de uma outra mulher. Encontro o sentimento que sempre critiquei por não existir nos seus livros, encontro romantismo e uma Mulher inteira.
Foi a primeira vez que eu, por iniciativa, comprei um livro da MRP. Li-o nessa mesma tarde e apesar de continuar a não gostar da sua forma de escrever, identifiquei-me com aquela mulher, aquela personagem. Romântica feminina, contida, lutadora e cheia de fé no amor.

“Diário da Tua Ausência”, surge-nos como uma carta de amor apaixonada e comovente que ensina os homens a acreditar no amor das mulheres.
Aconselho a leitura a todos: às mulheres para que continuem a amar e aos homens para que acreditem no nosso amor. ..e quem sabe, o comecem a respeitar.
Vão ficar surpreendidos!
:-)
posted by Titá at 17.4.06 27 comments

Sexta-feira, Abril 14, 2006

Pecados - Eu me confesso



O Vaticano e em consequência a Igreja Católica Portuguesa deram, nos últimos dias, conhecimento sobre o que consideram ser os novos pecados dos Cristãos do Séc. XXI.
São estes: ler jornais, navegar na Internet, ver muita televisão.
Meu Deus, vou ser excomungada!
Leio o jornal todos os dias. Escrevo no Blog e uso o msn diariamente… Estou feita! (passo a expressão)
A única coisa que me pode salvar nisto tudo, é o facto de eu ver muito pouca televisão, pois, não gosto de ser um número nas audiências da solidão.
Por outro lado, talvez ainda tenha salvação: afinal a minha religião – Católica e Cristã, é a única onde podemos pecar à vontade, desde que na hora H, se mostre arrependimento e suplique o perdão. Aí, seremos salvos!


Desculpem-me a ironia. Estamos na época Pascal, uma altura de união, fé e alegria por Cristo, mas apesar de eu ser uma mulher de fé, continuo a revoltar-me com a hipocrisia da Instituição – Igreja.

Hoje, gostaria de Vos ter contagiado com a alegria da fé e em vez disso, revelei amargura nas palavras, desculpem! Mas, é com sinceridade que, vos desejo uma FELIZ PÁSCOA!


Na Última Ceia, Jesus revelou o último mandamento: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”…e, deixou a esperança de uma vida de eternidade, quando prometeu que em vez da "escravidão da morte, teríamos a liberdade da vida".

É só o que desejo: que o Homem não siga ou tenha como exemplo, a intolerância e o autoritarismo da Igreja, mas que, consiga seguir as palavras de Cristo e que nos amemos uns aos outros, com tolerância e misericórdia.

PÁSCOA FELIZ!!
Ah ...não se esqueçam: hoje não devem comer carne! A menos que paguem o dízimo à Igreja.
(quadro: Um dos painéis da Sé de Viseu)
posted by Titá at 14.4.06 18 comments

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Palavras


Hoje, quero virar as costas às palavras...
quero sentir, sonhar...
deixar-me levar nas asas da imaginação, encontrar um arco iris, flores,
cascatas, rios e mar...

Quero virar as costas às palavras...
palavras que são armas,
palavras que são flores,
encontros, desencontros e amores.

Quero virar as costas às palavras
à realidade, ao dia, a ti...
só quero fechar os olhos e ir...
para além...
para ali, para lá de mim, de ti.

Quero ir no sonho, para ao pé do mar
quero voar, amar,
quero virar as costas às palavras
e nas costas sentir
o beijo das àguas do mar....
posted by Titá at 12.4.06 14 comments

Sábado, Abril 08, 2006

Frida Kahlo



A obra de Frida Kahlo sempre me intrigou, assim como a sua vida sempre me emocionou .
Li a sua biografia e vi um filme sobre esta curiosa e talentosa mulher, no entanto, nunca tinha tido oportunidade de ver de perto a sua Obra.
Hoje, finalmente, visitei a Exposição de Frida no Centro Cultural de Belém e só tenho uma palavra a dizer: Genial!
Esta Exposição estará patente no CCB, até 21 de Maio e recomendo vivamente.
Para se entender as pinturas de Frida Kahlo é necessário conhecer a sua vida. Deixo um pequeno resumo:
Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. A sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias. Aos seis anos contraiu poliomelite, o que a deixou coxa.
Já havia superado essa deficiência quando o autocarro em que passeava esbarrou num eléctrico. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último acidente fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama. Frida sempre se pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". Pintou as suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.
A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as seqüelas do acidente impossibilitaram-na de levar uma gestação até ao final), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.
(O quadro - A coluna partida)
posted by Titá at 8.4.06 14 comments

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Obrigada!!!

Sempre estranhei o facto de recebermos prendas e felicitações no dia do aniversário.



Sempre me questionei, senão deveríamos ser nós, nesse dia, em que se marca o nosso nascimento, que deveríamos agradecer e felicitar aqueles que ao longo dos anos nos acompanham para o bem e para o mal.



Sempre acreditei que, na realidade devem ser os aniversariantes a agradecer o facto de estarmos vivos, de termos quem olhe por nós, quem nos acompanhe nesta jornada.
São os aniversariantes que devem festejar e agradecer à familia e aos amigos. Retribuir, ainda que com uma prenda simbólica, os ensinamentos, os risos, as lágrimas, a companhia, o ouvirem-nos, o aconselharem, o criticarem...enfim o fazerem parte de nós.

Por isso hoje, quero deixar um bem haja a todos Vós , por fazerem parte da minha vida e ajudarem-me a ser aquilo que sou hoje.
Quero oferecer-vos a todos ... com toda a minha alegria.... um jardim de amor !
Bem haja por terem estado sempre comigo ao longo destes anos.
E a todos os que me atiraram pedras, quero agradecer também. Foi com essas pedras que construi o meu castelo!
posted by Titá at 7.4.06 15 comments

Quinta-feira, Abril 06, 2006

A pressa é má companhia

Vou contar-vos uma história, que hoje a minha amiga Guida de Portugal (como eu gosto de lhe chamar) partilhou comigo. Achei a história magnifica e com uma enorme mensagem, que nos faz pensar e reflectir.
O indígena

“Um homem branco seguia no seu jipe numa estrada poeirenta da savana africana ao fim do dia, quando viu ao longe um indígena que caminhava lentamente na borda da estrada. Parou ao lado e perguntou: “Vai para a aldeia?”. “Sim”, respondeu o indígena. “Suba, então, eu levo-o até lá”, respondeu o homem branco.
O indígena subiu e os dois homens seguiram viagem. Quando se estavam a aproximar da aldeia, o indígena disse: “Pare o carro, eu saio aqui”. O homem branco protestou. “Mas eu levo-o até lá, não há problema”. O indígena saiu do jipe calmamente, e quando estava de novo na beira da estrada, exclamou: “Não, não vale a pena, a partir daqui vou a pé. Ainda tenho de esperar pela minha alma”."
Pensem nisto e....desenvolvam o assunto.
beijos
Obrigada Margarida Portugal!
posted by Titá at 6.4.06 7 comments

Terça-feira, Abril 04, 2006

David Mourão Ferreira

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos
E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
posted by Titá at 4.4.06 12 comments

Segunda-feira, Abril 03, 2006

A primavera, um desabafo, confissão, explicação ou desculpa


A Primavera está aí e além de todas as benésses que lhe são atribuídas, traz também uma alegria extra a nós mulheres:
As compras, as modas, as montras, as novidades, vestidos, roupas leves, coloridas....
Uma mulher perde a cabeça...
Eu não posso ir beber café com a Silvia, mas então na Primavera, é mesmo um perigo bancário....
Já sei que, acabamos as duas por regressar cheias de sacos e com sorrisos de parvas, e no dia seguinte, o arrependimento até magoa.
E este ano há vestidos lindos, o regresso das meias decoradas, que eu adoro, os casaquinhos fininhos... é tudo tão feminino, alegre....
Quem resiste? E quem resiste sobretudo na Primavera?
Enfim...é o desabafo de uma mulher que acabou de chegar das compras...ou melhor: que acabou de chegar do café semanal com a amiga. Este café, é que teve um ar primaveril...
Desculpas!!!!
:-)
Apeteceu-me escrever isto. Não sei se é da Primavera, se um desabafo, uma confissão, explicação ou desculpa....é concerteza, coisa de .....mulher...ou da Primavera???
posted by Titá at 3.4.06 11 comments

Domingo, Abril 02, 2006

Alerta!!!


Hoje, a minha Princesa fez a sua Promessa!
Deixou de ser "Pata Tenra"...
Já é...
LOBITA!!!
"Sempre.... Da Melhor Vontade!"

Não consigo encontrar um jogo de letras, de palavras que escrevam, descrevam ou traduzam a emoção que sinto.
A Festa foi linda! A Princesa esteve divina!
Houve muita alegria, felicidade ...
A familia e os amigos reunidos...de viola na mão, recordámos a nossa infância e juventude...cantámos o dia todo...
(ah! É verdade....A prache até nem foi muito má....)
Deus não a deixes à toa
Coloca Tua mão
conduz a sua Canoa!!!!
posted by Titá at 2.4.06 14 comments