Titá à janela da alma
Sexta-feira, Abril 28, 2006
Já Volto!
Terça-feira, Abril 25, 2006
O meu dia da Liberdade

25 de Abril- o Tesouro

O Tesouro
Há muitos anos, no tempo em que o teu pai andava na escola, num país muito distante vivia um povo infeliz e solitário, vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. O céu era alto e azul, os campos férteis, o mar e os rios cheios de peixes e de vida, as cidades quentes e luminosas, mas as pessoas que passavam entreolhavam-se com olhos tristes, caminhando apressadamente e sumindo-se dentro das casas; e quando se encontravam umas com as outras, nos cafés, nos empregos, na rua, falavam baixo, como se alguma coisa, um segredo terrível, as amedrontasse.
Quem, vindo de outras terras, chegava ao País das Pessoas Tristes, não compreendia. As pessoas eram boas e afectuosas, e aparentemente só tinham motivos para para ser felizes. Mas quando lhes faziam perguntas, as pessoas afastavam-se e não respondiam, ou mudavam delicadamente de assunto pedindo desculpa.(...)Manuel António Pina in O Tesouro, Associação 25 de Abril, s/d.
(Encontrei neste livro, uma forma simpática de contar à minha pequena Princesa o que foi o 25 de Abril de 1974 e o que é hoje, a Liberdade. Recomendo a todos os que têm crianças.)
Hoje, comemora-se um dia especial: um tesouro, o 1º dia do resto de nossas vidas de hoje, o dia da Revolução dos Cravos, o dia da Liberdade.
Hoje, há alguma osteoperose nas palavras, mas falamos sobre Liberdade e eu não consigo dizer nada...desculpem, mas a Liberdade explica-se por si só ...
Aconselho vivamente a visitarem o Jorge Esteves, em http://www.contextualidades.blogspot.com/ e lerem os seus últimos quatro post's. (pelo menos :-) )
Com o Jorge Esteves, através de alguns discursos e relatos na primeira pessoa, encontrão excelente informação sobre o 25 de Abril, acompanhada de excelentes fotografias da altura e música extraordinária.
Viva o 25 de Abril
Quarta-feira, Abril 19, 2006
Geração Tamagochi
Segunda-feira, Abril 17, 2006
Diário da Tua Ausência
"Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos.
O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes o alcance do olhar.
Apesar de não ser apreciadora do estilo de escrita da Margarida Rebelo Pinto, li todos os seus livros. Foram-me oferecidos, como “livros de moda” e eu nunca me faço rogada a um livro.
Nunca me identifiquei com as mulheres destes livros e muito menos com a Autora.
As suas palavras soavam ocas, e sempre fiz questão de me distanciar desta e das suas personagens, defendendo que havia outro tipo de mulheres para além daquelas descritas nos seus livros: mulheres que ainda acreditam em amores impossíveis, que lutam por um amor ou que esperam por ele, que são românticas, que sonham, que sofrem, que choram e que continuam a lutar.
No Sábado, quando na minha rotina, percorria as prateleiras da FNAC da minha rua, chamou-me a atenção a capa do novo Livro da Margarida Rebelo Pinto: “Diário da Tua Ausência”.
Leio a sinopse e encontro finalmente a descrição de uma outra mulher. Encontro o sentimento que sempre critiquei por não existir nos seus livros, encontro romantismo e uma Mulher inteira.
Foi a primeira vez que eu, por iniciativa, comprei um livro da MRP. Li-o nessa mesma tarde e apesar de continuar a não gostar da sua forma de escrever, identifiquei-me com aquela mulher, aquela personagem. Romântica feminina, contida, lutadora e cheia de fé no amor.
“Diário da Tua Ausência”, surge-nos como uma carta de amor apaixonada e comovente que ensina os homens a acreditar no amor das mulheres.
Aconselho a leitura a todos: às mulheres para que continuem a amar e aos homens para que acreditem no nosso amor. ..e quem sabe, o comecem a respeitar.
Vão ficar surpreendidos!
Sexta-feira, Abril 14, 2006
Pecados - Eu me confesso

São estes: ler jornais, navegar na Internet, ver muita televisão.
Meu Deus, vou ser excomungada!
Leio o jornal todos os dias. Escrevo no Blog e uso o msn diariamente… Estou feita! (passo a expressão)
A única coisa que me pode salvar nisto tudo, é o facto de eu ver muito pouca televisão, pois, não gosto de ser um número nas audiências da solidão.
Por outro lado, talvez ainda tenha salvação: afinal a minha religião – Católica e Cristã, é a única onde podemos pecar à vontade, desde que na hora H, se mostre arrependimento e suplique o perdão. Aí, seremos salvos!
Desculpem-me a ironia. Estamos na época Pascal, uma altura de união, fé e alegria por Cristo, mas apesar de eu ser uma mulher de fé, continuo a revoltar-me com a hipocrisia da Instituição – Igreja.
Hoje, gostaria de Vos ter contagiado com a alegria da fé e em vez disso, revelei amargura nas palavras, desculpem! Mas, é com sinceridade que, vos desejo uma FELIZ PÁSCOA!
Na Última Ceia, Jesus revelou o último mandamento: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”…e, deixou a esperança de uma vida de eternidade, quando prometeu que em vez da "escravidão da morte, teríamos a liberdade da vida".
É só o que desejo: que o Homem não siga ou tenha como exemplo, a intolerância e o autoritarismo da Igreja, mas que, consiga seguir as palavras de Cristo e que nos amemos uns aos outros, com tolerância e misericórdia.
Quarta-feira, Abril 12, 2006
Palavras

Hoje, quero virar as costas às palavras...
quero sentir, sonhar...
deixar-me levar nas asas da imaginação, encontrar um arco iris, flores,
cascatas, rios e mar...
Quero virar as costas às palavras...
palavras que são armas,
palavras que são flores,
encontros, desencontros e amores.
Quero virar as costas às palavras
à realidade, ao dia, a ti...
só quero fechar os olhos e ir...
para além...
para ali, para lá de mim, de ti.
Quero ir no sonho, para ao pé do mar
quero voar, amar,
quero virar as costas às palavras
e nas costas sentir
o beijo das àguas do mar....
Sábado, Abril 08, 2006
Frida Kahlo


Frida Nasceu em 1907 no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. A sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias. Aos seis anos contraiu poliomelite, o que a deixou coxa.
Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama. Frida sempre se pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". Pintou as suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.
A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as seqüelas do acidente impossibilitaram-na de levar uma gestação até ao final), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.
Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.
Sexta-feira, Abril 07, 2006
Obrigada!!!
Sempre me questionei, senão deveríamos ser nós, nesse dia, em que se marca o nosso nascimento, que deveríamos agradecer e felicitar aqueles que ao longo dos anos nos acompanham para o bem e para o mal.
Sempre acreditei que, na realidade devem ser os aniversariantes a agradecer o facto de estarmos vivos, de termos quem olhe por nós, quem nos acompanhe nesta jornada. Quinta-feira, Abril 06, 2006
A pressa é má companhia
“Um homem branco seguia no seu jipe numa estrada poeirenta da savana africana ao fim do dia, quando viu ao longe um indígena que caminhava lentamente na borda da estrada. Parou ao lado e perguntou: “Vai para a aldeia?”. “Sim”, respondeu o indígena. “Suba, então, eu levo-o até lá”, respondeu o homem branco.
O indígena subiu e os dois homens seguiram viagem. Quando se estavam a aproximar da aldeia, o indígena disse: “Pare o carro, eu saio aqui”. O homem branco protestou. “Mas eu levo-o até lá, não há problema”. O indígena saiu do jipe calmamente, e quando estava de novo na beira da estrada, exclamou: “Não, não vale a pena, a partir daqui vou a pé. Ainda tenho de esperar pela minha alma”."
Terça-feira, Abril 04, 2006
David Mourão Ferreira
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos
E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
Segunda-feira, Abril 03, 2006
A primavera, um desabafo, confissão, explicação ou desculpa

A Primavera está aí e além de todas as benésses que lhe são atribuídas, traz também uma alegria extra a nós mulheres:
Domingo, Abril 02, 2006
Alerta!!!







