Titá à janela da alma
Sábado, Dezembro 30, 2006
Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
War is Over in 2007 ( vamos acreditar)
Será um alerta de imagens que não queremos ver repetidas em 2007 e um pedido, para que cada um de nós acredite que, por pouco que seja, pode fazer muito por este mundo que é nosso e tentar, de uma forma ou de outra, aliviar a dor, o sofrimento em nosso redor.
Ajudar, nem que seja a uma só pessoa, já vale a pena se cada um de nós acreditar que pode mudar a realidade actual.
Os votos que faço para 2007 são, para além de todos aqueles que tradicionalmente desejamos, são que em Dezembro de 2007 não existam tantas imagens como estas para mostrar.
Vamos todos desejar que 2007 seja um ano de paz e todos prometer que faremos sempre algo, por pouco que seja, para melhorar este mundo que é nosso?
Quarta-feira, Dezembro 20, 2006
última hora...telegráfica
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Osteoporose nas palavras

Não há motivo aparente ou então há tantos motivos que nem sei por onde começar a assumir. Acredito que são fases. Fases em que não há motivação ou inspiração para escrever o que quer que seja. Esta altura do ano, por qualquer razão que desconheço, é propicia ao silêncio nos blogs. Eu não sou excepção. Não sei sobre o que escrever, nem o que dizer. Não ando triste, nem preocupada, mas ando sem inspiração e as palavras saem de uma forma entorpecida, sem nexo ou sentimento.
Costumo chamar a estas fases de osteoporose nas palavras e como é hábito nestes post’s, deixo em aberto para que os meus visitantes, que costumam beber um café virtual comigo, me digam de sua justiça: que lancem temas, façam sugestões, criticas, deixem mensagens, desabafos, gritos.Eu vou andando por aqui, atenta.
Beijinho para todos!
Quarta-feira, Dezembro 13, 2006
Chamava-se Eduardo

Fotografia de Tiago Mota Saraiva
Aqui era a sua casa. Arrumava-a e defendia como todos fazemos com as nossas.
Nós, éramos os vizinhos estimados, que cumprimentava diariamente com um sonante e sentido Bom dia!!!
Chamava-se Eduardo e para sempre, nas nossas memórias, apesar do vazio daquela escadaria ecoará um cumprimento diário com sotaque do Norte.
Bom dia Eduardo!Bom dia ...para sempre !
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
Vazio
Sexta-feira, Dezembro 08, 2006
Natal Diferente
Mas, nas ruas, nas prisões, em residências temporárias, há pessoas que não têm Natal como nós o conhecemos. Porque a vida lhes trocou as voltas, alguns já perderam a esperança.
O que podemos dar?
Para as instituições que têm crianças a seu cargo: Papas, fraldas, toalhitas, sampoos, alimentos, brinquedos, livros infantis, roupas.
Revistas, mesmo as que não têm utilidade e livros para enviar para os países africanos de expressão portuguesa.
Donativos para Instituições de caridade ou apoio social.
Alimentos e roupas, bem como cobertores ou sacos cama para todas as instituições
Deixo o contacto de algumas Instituições de solidariedade, onde podem fazer um donativo em dinheiro, bens ou dar algumas horas do vosso tempo:
- Legião da Boa vontade
21 715 48 90
- Ajuda de Mãe
21 382 78 50
- Ajuda de Berço
21 362 82 74
- Instituto de Apoio à Criança (IAC)
21 361 78 80
- Associação Sol
21 362 57 71
- Fundação Assistência Médica Internacional (AMI)
21 836 21 00
- Leigos para o Desenvolvimento
21 757 43 57
- Banco Alimentar Contra a Fome
21 364 96 55
Mas peço que guardem estes contactos e que os utilizem não só no Natal, mas em várias alturas do ano. Garanto-vos que se vão sentir muito felizes.
N. Sra. da Conceição
Mãe Amo-te muito e acredita, tento todos os dias ser um pouco mais parecida contigo e ser para a Ritinha o que foste sempre para mim!
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
Fire
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
Geração Rasca, sim Senhor!
No passado dia 2 de Dezembro, no âmbito do programa “Perdidos e Achados”, a SIC emitiu um documentário sobre a “Geração Rasca”, que repetiu posteriormente no dia 3 de Dezembro, na SIC Noticias dando origem a um debate.
Foi com um sorriso saudoso que vi imagens minhas e de meus amigos nessa luta por um Ensino Superior melhor. Reconheci tantos de nós e tantos outros que o tempo afastou: João Afonso, António Vigário, Tiago Montepegado, Carla Leite, João Chambel, Isabel Thadeu, etc etc
Não me incomodou na altura que o Jornal Independente, nos alcunhasse de “ Geração Rasca” e não me incomoda nada agora, pois não me arrependo de nenhuma dessas acções, nem das reuniões de estudantes (ENDAS ou AG’s), nem da participação em manifestações, nem das bastonadas da policia, nem de não me ter calado e de ter lutado por aquilo que acreditava.
Mais segura fico, quando me apercebo que infelizmente, aquilo que temíamos na altura e para o qual alertávamos as entidades competentes, se veio a confirmar, mostrando-nos agora uma Educação fraca, um Ensino Superior perdido, com taxas de insucesso à volta dos 50%, com um país sem quadros superiores, mas que obriga a pagar e bem aos que tentam alguma formação e que depois ainda os leva a emigrar para fugirem a uma taxa altíssima de desemprego de licenciados.
Prefiro ver-me ligada à chamada “Geração Rasca” que foi uma geração generosa, lutadora e capaz, do que à actual geração umbiguista e politicamente correcta no seu conformismo e desencanto.
No entanto, fiquei revoltada por os únicos a serem entrevistados serem exactamente os estudantes que na altura não estavam connosco e foram os culpados de toda a nossa luta ter caído em descrédito perante a opinião pública. Falo dos colegas que mostraram o rabo ao então Ministro da Educação, Professor Couto dos Santos.
Não concordei com o método deles na altura e não concordo com ele agora e desculpem-me, mas a entrevistarem alguém que identifique a “Geração Rasca” e que seja uma amostra do que somos agora, não é concerteza, entrevistarem esses três colegas.
Respeito esses colegas, reconheço a Vossa coragem, só não concordo com o método usado e ainda hoje, não vejo o que de útil trouxe esse acto para a nossa causa.
Os colegas que mostraram o rabo eram quatro: Destes só conheci o Sérgio Vitorino pelo qual, apesar de tudo, nutro respeito e simpatia, mas perdoem-me, eles não são a amostra de uma luta de anos, nem de uma geração, nem do que somos todos nós actualmente.
Não é picanço, é que se de facto passam imagens minhas e de colegas meus como sendo activistas da geração rasca, não podem depois, dar ênfase ao único acto nesta história toda, com o qual não concordámos.
Além disso não é justo que uma acção que no seu conjunto dure 30 segundos, hipoteque anos a fio de trabalho árduo e sentido.
Portugal continua a ser um país hipócrita e falsamente moralista!
Mostrar rabos é o que fica na memória desta sociedade, pelo bem e pelo mal... Não há pachorra!


