Titá à janela da alma
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
Velha ou sortuda?

Mas, sou uma sortuda por ter nascido nesta geração!!Admitam!O Mar nasceu!!!

Estão todos óptimos e felicíssimos!
Parabéns Amigos, Felicidades!
Bem-vindo Mar!!!!
Terça-feira, Fevereiro 27, 2007
A esmola é grande

Durante anos e anos a fio, a vida, a figura, as decisões do Sr Dr. António de Oliveira Salazar e toda a politica do Estado Novo eram assunto tabu, secreto, escondido. Não assumidamente secreto, mas omisso e pouco ou nada comentado. Para se saber alguma coisita tinhamos que fazer insvestigações, e estas bem condicionadas, na Torre do Tombo.
De repente, em menos de 3 meses, aparecem mais de cinco livros sobre o Salazar: Ele é "Os amores de Salazar", As máscaras de Salazar", "Salazar e o Vaticano", Enquanto Salazar dormia" "Salazar", etc
Aqui há gato!
Quem me explica isto????
Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007
A vitamina C
E esta constipação que não me larga!
Quilos de Vitamina C....
Nada a fazer senão engolir quilos de vitamina C
C C C C C C - Com Vitamina C, quem ganha é você! eheheheheheh
Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007
Zeca Afonso
Zeca Afonso é hoje recordado em Portugal
O autor de temas como Grândola Vila Morena, faleceu há 20 anos.
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
Água do Bengo
De 24 de Fevereiro a 24 de Abril, estará patente em Tavira, no RefCafé, a exposição de fotografias de Angola por Manuel "Bé" Trindade, de Quinta a Sábado, das 22:00 às 03:00.
*Água do Bengo = bebida mágica que, uma vez ingerida, prende para sempre o coração a Angola
Manuel "Bé" Trindade nasceu em Lisboa, em Julho de 1974. Acompanhar o seu percurso implicar-nos-ia percorrer muitas léguas. De todas essas viagens, a fotografia surgiu quase como uma necessidade. É de algumas das suas primeiras fotos que é feita esta mostra. Sem pretensões nem a técnica que entretanto adquiriu. Só alma e verdade.
RefCafé . Gonçalo Velho . 23 . TAVIRA . tlm 91 933 20 15 .
Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007
Portugal dos Pequenitos....temos que rir

Quem me conhece sabe que sou uma mulher de manias!
Uma das manias que tenho é que, de quando em vez, faço uma travessia no deserto da informação. Chamo-lhe a “desintoxicação dos media”. Nesta fase, procuro ficar longe da televisão, rádio, jornais ou qualquer tipo de imprensa.
Isto deve-se ao facto de eu não ter o jornalismo português em grande conta, mas também, a uma necessidade de limpeza interior, desintoxicação, concentração e análise pessoal e intima de certos assuntos, sem a sensação de estar a ser influenciada ou mal informada.
Há pouco tempo passei por uma destas fases. O tema do referendo sobre a Lei da despenalização do aborto foi, a meu ver, abordado quer pela imprensa, quer pelos políticos e afins, de uma forma tão pouco digna, quer pelo sim, quer pelo não, que decidi fazer uma dessas travessias silenciosas.
Hoje, ao fim de alguns dias, comprei finalmente o jornal e li-o sofregamente de uma ponta a outra e …ri-me!!!
Dizem que é saudável sermos autocríticos, ter sentido de humor e essencialmente sermos capazes de rir de nós próprios. Pois então, eu hoje, ri… de nós e ri-me a valer!
Ri-me deste país e deste povo que se auto renova constantemente.
Ri-me quando ouvi na TSF que, a única frase publicitária apologista do nacionalismo nacional português, teria sido proibida, porque agora somos, dizem eles…alguém o diz…Europeus e, portanto há que proibir a frase “Porque é nacional, é bom!”... :-)
E eu ri-me e só vos digo que somos um Portugal dos pequenitos com a mania das grandezas, mas humor? …Ah!!! humor não nos falta!
(Será que é por isso que andam por aí, e bem vingados, tantos Hermans, Rochas, Gatos Fedorentos e afins…????)
Dia dos namorados

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
Que susto

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
Contradições na chuva

Sem confusões! Eu adoro o sol, o calor. Se pudesse vivia sempre no verão, mas a verdade é que já estava com saudades da chuva e só me apercebi disso hoje, quando fui surpreendida por uma gotas grossas e frias, ao sair do restaurante onde almocei.
Souberam bem as gotas na cara, o cheiro a molhado, a humidade no ar, o brilho no alcatrão.
De regresso ao trabalho, foi um breve momento de relaxamento total, ao ouvir a chuva a cair nos telhados e observar os percursos que cada gota de chuva desenhava na janela da sala.
Ao longe, vêm-se pessoas apressadas, meio saltitantes que se desviam de poças, resguardadas por diversos e coloridos chapéus-de-chuva que alegram o cenário. O Tejo está num profundo cinzento, tranquilo, só levemente tremente com a queda minuciosa de cada gotita…e de repente, Lisboa parece lavada, limpa, rejuvenescida.
São dias assim, inesperadamente nostálgicos e aconchegantes, que nos trazem recordações, ou que nos empurram para sonhos e momentos de imaginação, com promessas e futuros risonhos, sempre esperançados no dia de amanhã…e sempre com um belo raio de Sol.
O jantar

Muita alegria, amizade e aquela cumplicidade de quem há anos se conhece e partilha bons e maus momentos. Boa comida, bom vinho e excelente companhia. Desta vez, com o pormenor da gravata, ainda deu azo a mais gargalhadas e a um ambiente descontraído, mas particularmente elegante. Chamei-lhe a borga da gravata e assim foi, pelo menos durante a refeição.
Mas, a tertúlia foi bem séria. O tema é delicado e para nós, mulheres, um assunto de extrema ponderação, e quer para as que defendem o sim, quer para as que defendem o não, é sem dúvida uma matéria que exige extrema diplomacia.Com muito debate e reflexão, com exposição de ideias, dados, factos, opiniões e sentimentos cada uma de nós chegou à sua própria conclusão, que optámos por não divulgar, mantendo assim o voto secreto…ou neste caso particular, íntimo.
Não conseguimos evitar o assunto da eleição de o “Grande Português” e também aqui, houve divergência de opiniões, mas sempre com respeito e explicações inteligentes, aceitamos a diferença entre iguais.
Acabámos por abordar o assunto do uso da gravata e felicitar (brindando) a Sílvia pela sua ideia original e inovadora, que acabou por dar um toque especial e de requinte a este jantar mensal, que há anos e anos repetimos.
Não posso evitar comentar que, estávamos admiradas com o facto de um encontro só de mulheres e o facto de usarem pontualmente gravata, ainda despoletar reacções tão diversas e extremas. É incrível como ainda há ideias pré concebidas em relação ao encontro de mulheres. É incrível ainda, como um pedaço de pano, até há bem pouco tempo de uso exclusivo dos homens, quando usado por mulheres, poder provocar reacções tão distintas: desde o respeito, à suspeita de homossexualidade ou ainda, passando pela sensualidade e provocação ou somente, elegância.
Somos de facto, um país de julgamento fácil, onde levianamente ainda deixamos vir ao de cimo ideias feitas, pré -conceitos …. preconceituosos.
Mas a conclusão a que chego é que, nós mulheres, somos, e desde sempre, muito, muito especiais… capazes de trazer à vida, à sociedade, ao ambiente, características, pormenores e sentimentos únicos e singulares…
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
Borga da Gravata

Há mais de 10 anos que, uma vez por mês, eu e um grupo de amigas fazemos um jantar tertúlia, só de mulheres.
Cada jantar é subordinado a um tema, que pode ser o assunto mais fútil, ou simplesmente, a comemoração de uma data qualquer, desde a data de nascimento de um poeta que admiramos, ao lançamento de um novo disco ou livro, passando pela família, empregos, até aos temas da actualidade politico social.
Cada ano, uma de nós fica responsável por organizar esses encontros mensais, ficando encarregue de escolher o dia, o espaço, a hora, contactar as respectivas do grupo e propor o tema da tertúlia mensal.
Este ano, a responsável é a nossa querida Sílvia e posso, desde já garantir, que inovou e surpreendeu de tal forma, que tenho que registar aqui no blog.
O tema do jantar de amanhã, é, naturalmente o referendo para a nova Lei de despenalização do Aborto. Até aqui, parece-me normal, pois são muitas as vezes, que optamos por temas de actualidade, de forma a criar discussões saudáveis e apresentações de argumentos de várias vertentes, que de uma forma ou de outra, possam elucidar cada uma de nós de uma forma mais vasta em cada tema, visto que todas nós somos de áreas diferentes, desde o direito, economia até à medicina e à psicologia.
Mas a surpresa está, na indumentária! Até hoje, nunca foi um ponto proposto por nenhuma das organizadoras, mas a nossa querida Sílvia propôs, e imaginem Vocês, propôs o uso de GRAVATA.
Amanhã, todas nós usaremos gravata, durante o jantar tertúlia das mulheres.
Achei o máximo!
Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
Rumo

Afinal, esta mística da inspiração existe mesmo. Sempre achei que era uma característica elitista ou até uma desculpa dos artistas, mas de facto, a inspiração é o sentimento que, em determinados momentos nos pode dar o impulso, a vontade de fazer algo.
Durante mais de um ano, escrevi compulsivamente neste blog e de repente, deixei de me sentir tão à vontade para o fazer.
Bem, para ser sincera, nem se trata de falta de vontade, mas sim de uma sensação de vazio em temas para explorar ou expor aqui. A verdade é que, a uma determinada altura senti que deveria mudar o rumo deste blog, pois senti que de uma forma inconsciente, me fui expondo demais, explanando aqui a minha vida e a de todos os que me rodeiam, tendo por isso, sofrido algumas consequências, que apesar de não serem graves ou preocupantes, são as comuns neste mundo de virtualidades e que por isso mesmo, me deram a sensação desagradável de invasão.
Então, acho que o problema actual para este espaço, é mesmo a falta de rumo.
Não consigo escrever de outra forma que não a de ser eu mesma. Não sei escrever numa terceira pessoa, como me aconselharam, e não sou capaz de não escrever algo que me aconteceu e que por ser agradável ou não, partilhar. Só sei ser assim! O que, num mundo virtual, parece ser algo no mínimo, perigoso!Pelo menos, é o que os amigos me dizem!
Estou portanto, neste momento, à procura de um rumo, de uma forma de escrever comedida, de partilhar sem expor, de continuar….
Estou à espera da inspiração…do novo rumo!