Titá à janela da alma
Domingo, Novembro 25, 2007
Inquietude

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007
Versus Nus de Tiago Nené

Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Não se morre do mal, morre-se da cura?

Como muitos de Vós sabem (pelo menos os mais próximos de mim) há um ano atrás fiz uma cirurgia ao maxilar devido a um problema congénito que fazia roçar o osso do maxilar superior no maxilar inferior e que provocava dores na cara.
Após essa dolorosa cirurgia, tive que fazer uma outra no lado oposto da cara para equilibrar.
Desde então, faço mensalmente vigilância e pontualmente tratamentos até que se dê por terminada esta dolorosa caminhada, que ainda se prevê por mais uma meia dúzia de meses.
Apesar de se tratar de um experiência muito dolorosa e demorada, tenho tentado manter o espírito positivo, optimista e paciente.
Vocês são minhas testemunhas!
Confio no Médico que me acompanha e acreditei vir a resolver tudo da melhor forma. Tenho suportado tudo isto com a maior serenidade que consigo. A vida é mesmo assim: tem fases em que temos de dar provas da nossa resistência física e emocional, na esperança de alcançarmos uma outra fase, já mais tranquila.
Contrariamente à minha natureza, desta vez, até tenho feito tudo certinho, cumprindo todas as indicações do médico dentista.
Apesar disso, esta semana, as dores voltaram! Muito de repente, muito fortes e nem à base do milagroso Clonix (passo a publicidade), dominei a situação.
Vários telefonemas, sms e lá consegui que no meio de um colóquio, de um seminário e de uma lista de pacientes intermináveis, o meu Médico me visse numa urgência.

Radiografia para aqui, radiografia para ali e eis o diagnostico:
- "Ah Teresa esta tudo bem com a cirurgia, a sua cara dói porque o seu maxilar é que tem alguns traumatismos dos tratamentos que temos vindo a fazer. Está magoado e dorido. Tem sido muita coisa…É normal…”
- Traumatismos? Traumatismos? Magoado??? NORMAL???
Então? Já não me dói o mal, mas dói-me a cura??????
Vocês sabem que desta vez eu esforcei-me, fui uma boa paciente, mas hoje, desanimei completamente….perdi as forças, a vontade e estou revoltada, triste, desanimada e com dores…apesar de que, já medicada e informada de que…o povo tem razão…às vezes:
Não se morre do mal, mas morre-se da cura!
Anti inflamatório, Analgésicos e nova consulta dia 5…mas juro-vos! Desta vez, sou eu que estou farta, zangada, sem optimismo nenhum, nada serena, sem paciência e àqueles que tantas vezes me disseram que queriam era bater no Médico pelas dores que me provocou e pelo que me cobra em cada consulta e os quais impedi de tamanha loucura, hoje digo-vos….IDE! Ide e dai uma boa estalada àquele que hoje me disse..”é normal!”
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Terça-feira, Novembro 20, 2007
Esperança

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Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Parabéns Ad
Dia da generosidade
Hoje é um dia feliz ...o nosso querido Ad, Tripeiro (este é o seu único defeito), faz hoje anos e hoje ,só pode comemorar-se o dia da generosidade.
Parabéns Ad, um dia muito, muito feliz para ti e as maiores felicidades
Sexta-feira, Novembro 16, 2007
Morder o coração

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Efeméride - Convento de Mafra

Duraria 13 anos e empregaria entre vinte e vinte e cinco mil homens.
Apesar de pouco claros, os relatos da altura falam em autênticos engarrafamentos de carros de bois, que durariam dias a descarregar...
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Quarta-feira, Novembro 14, 2007
Ambição

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Terça-feira, Novembro 13, 2007
Associação Académica de Lisboa


Associação Académica de Lisboa - 22 anos
Pequeno HistoriAAL
13 de Novembro de 1985, um grupo de jovens desiludido por não haver queima das fitas em Lisboa, reúne-se nas instalações da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina em Lisboa e organiza a I SAL – Semana Académica de Lisboa.
O sucesso foi tanto que da SAL até à criação da Associação Académica de Lisboa, foi um instante. Com base na antiga RIA, vê os seus Estatutos publicados em Outubro de 1986 e o seu reconhecimento público no mesmo ano.
Hoje representa mais de 150 mil estudantes, congregando várias Faculdades, Institutos e Universidades do Ensino Superior público, privado e politécnico.
Atravessou ao longo dos anos várias fases de obscuridade e graves crises financeiras, no entanto são também muitas as obras conseguidas e em todas as bases da sociedade.
Culturalmente a AAL teve movimentos muito importantes, como a criação e implementação do Teatro Universitário, através da criação do “TUL” e da divulgação de grupos culturais com a realização de inúmeras iniciativas como os “Cafés Concerto do ISCTE”, Sextas Culturais na Cantina Velha, terças feiras À brava, na Aula Magna etc.
As suas publicações, apesar de não apresentarem grandes números de distribuição, foram ambas de excelente qualidade. Refiro me à “Inform AAL” e ao “BAA – Boletim da Associação Académica”
A RUT – Rádio Universitária do Tejo, o Vídeo Caos, já na nova sede da AAL no Areeiro, de onde saíram excelentes telediscos de alguns músicos portugueses, a Recepção ao Caloiro, e obviamente a Semana Académica de Lisboa, trouxeram a Lisboa grandiosos concertos, excelentes músicas, grandes bandas.
A AAL acolheu a primeira Tuna Universitária de Lisboa que congregava estudantes provenientes de várias intuições. Refiro-me à “Estudantina Universitária de Lisboa”, que obteve grande êxito com a “Mulher Gorda”, ganhou inúmeros festivais nacionais e internacionais e mais tarde foi a autora do Hino da AAL – “Contradanças”, cantado pelo Rui Veloso e amadrinhado pela saudosa Sra. D. Amália. Mais tarde acolheu a primeira Tuna Feminina de Lisboa.
A AAL participou e organizou iniciativas de alerta e de consciencialização à sociedade, como “ Tianamen” , “Concerto por Timor”, Campanha de prevenção da SIDA, doação de sangue, etc.
Um dos projectos mais positivos, já realizados, foi a abertura do Espaço Ágora, com instalações no Cais do Sodré, e mais tarde em Santos. Um local de estudo, aberto todos os dias do ano e que durante 24 horas tem à disposição equipamento informático e audiovisual, biblioteca, serviço de fotocópias, entre outros, a preços sociais e sobretudo a pensar nos estudantes deslocados.
Muitos recordam a AAL dos tempos das manifestações contra as propinas e a disfuncional acção social em Portugal. As centenas de estudantes pelas ruas de Lisboa, a polícia de choque, as palavras de ordem “ Não pagamos”, os rabos ao léu e em consequência a eterna denominação “geração rasca”.
Mas a AAL foi muito mais do que isto. Foi uma escola para os muitos que lá passaram, que se abstiveram de suas vidas pessoais e lutaram por uma causa, foi o espaço de debate de ideias, de discussões, de vontades dos que bem ou menos bem, passavam valores e lutas continuas. A AAL é a bagagem que todos trouxemos carregada de amizades para a vida, de lições, de aprendizagens em grupo e de uma camisola que por muito rasgada que esteja, jamais poderemos esquecer de, um ou outro dia vestir…nem que seja para criticar.
Estou certa que me esqueci de pontos neste longo “Relatório de Actividades”, mas que interessa?
Hoje, a Associação Académica de Lisboa, faz 22 anos!
Parabéns AAL!
Para aqueles AALinos mais cépticos, digam lá…22 anos, já é obra não é? Afinal, conseguimos alguma coisa.
Segunda-feira, Novembro 12, 2007
Lugares com História


Atravessar o rio, navegar por estas águas, no meio de árvores centenárias e ver as garças, cegonhas e dezenas de patos selvagens, para depois atracar numa pequena ilha e subir a um castelo cheio de história e beleza. Mágico.
A sorte foi tanta que, ali perto, na Golegã, realizava-se também a Feira do Cavalo, que visitámos e aproveitámos ao segundo.
Nem sei descrever a beleza que vivi. Aliás, para o fazer teria que escrever imenso. Só para terem uma ideia, tirei 180 fotografias.
Deixo-vos alguma informação útil sobre o Castelo e sobre a Feira, tentando assim, aguçar a vossa curiosidade e vontade em visitar esta zona maravilhosa. Depois, vou publicando fotografias....
Texto de Miguel Satúrio Pires Fotos de Pedro Sampayo Ribeiro
Prédio Militar n.º 6. Nem mais, nem menos. Por muito estranho que possa parecer, é esta a denominação toponímica e cartográfica do Castelo de Almourol, conquistado por D. Afonso Henriques aos mouros e com histórias mil para contar. A explicação é simples. Afinal de contas, trata-se de uma propriedade do Exército português, inevitavelmente incluída nos roteiros turísticos nacionais e de além-fronteiras.
Uma das torres circulares vistas do alto da torre de menagemLá para os lados de Tancos, entre Vila Nova da Barquinha e Constância, Almourol ergue-se do alto dos seus cerca de 310 metros de comprimento, 75 de largura e apenas 18 de altura. No meio das águas do Tejo, há séculos “plantado” num pequeno ilhéu, ocupa uma diminuta formação granítica literalmente a dividir as margens do rio e que desde sempre serviu como um ponto nevrálgico ao nível das manobras militares. Aliás, ainda hoje a Escola Prática de Engenharia de Tancos, proprietária daquele e de grande parte dos espaços envolventes, aqui realiza exercícios do seu ramo. Apesar de classificado como monumento nacional desde 1910, esta construção secular depende há muito da teimosia de alguns, e do descuido de outros tantos, em conservar a memória deste guardião do Tejo.
Críticas à parte, o certo é que o cenário não deixa de ser romântico e idílico. Ao amanhecer, a paisagem mais parece retirada de um postal antigo, com aquela austera fortaleza envolta por suaves luzes matinais e por uma misteriosa bruma. À sua frente, junto às margens do rio, não falta sequer uma pachorrenta burra, de nome Bianca, a saborear as ervas rasteiras junto a uma construção em madeira, prometida como posto de turismo mas que acabou por ser um snack-bar... e eis que acordamos para a realidade! No artesanal e improvisado cais suspenso por bidons e por um bamboleante passadiço de madeira, entra-se num filme ao estilo de Emir Kusturica, em que um dos simpáticos “comandantes” destas chatas ou picaretes – embarcações tradicionais da região que transportam os visitantes até ao castelo – encarna uma imponente personagem de pele curtida pelo sol, com os pulsos cheios de pulseiras ornamentadas por dezenas de moedas pendentes.A travessia faz-se em menos de cinco minutos, mas pode prolongar a viagem por mais alguns instantes se pedir ao barqueiro para dar a volta a todo o ilhéu. Há, então, que lançar as amarras para pisar o palco de solenes e sangrentas batalhas históricas e até mesmo de uma recente telenovela brasileira, em que um dantesco vampiro assomou à imponente torre de menagem.
O alcance da vista a partir de Almourol é fantástico, explicando o porquê da sua intensiva utilização militarMas cuidado; como já acima se referiu, longe vão os seus tempos de glória. Agora, e enquanto não se concretizar o prometido Parque de Almourol (um mega-projecto de capitais públicos e privados que quer criar ali e nas margens envolventes, de Vila Nova da Barquinha à Praia do Ribatejo, um pólo de lazer, desporto e cultura – ver o site http://www.cm-vnbarquinha.pt/), resta-nos percorrer o interior e o exterior do castelo, desviando-nos de ervas daninhas, mato selvagem na sua maioria e perigosas armadilhas. Vá, portanto, com atenção, e até pode ser que, no meio dos escondidos caminhos em cimento construídos pelos militares que já percorreram o local em jeito de circuito, descubra a entrada de um dos misteriosos túneis que, reza a historia contada de boca em boca, ligavam a ilha às margens.Mantido pela Escola Prática de Engenharia de Tancos, uma ou outra beneficiação lá vai (foi?) sendo feita. É o caso da iluminação nocturna do castelo, levada a cabo em Abril de 1988, dez longos anos após o início do projecto. Seguiram-se-lhe outras alterações, como por exemplo a plataforma de madeira servida por uma íngreme escada e que dá acesso à torre de menagem. Dali do alto poderá avistar não só a ruína do abandonado e secular Convento do Loreto, mandado edificar na margem direita do rio, em 1572, por D. Álvaro Coutinho, um dos muitos senhores de Almourol, como também toda a paisagem que se espraia curso acima e arredores. O alcance da vista é fantástico, explicando-se assim o porquê da sua intensiva utilização militar ao longo dos séculos.Histórias que se contamVestígios de tempos passados só mesmo as paredes do castelo e as suas dez torres cilíndricas, com a de menagem, de planta quadrada, a mirar bem longe. Outros vestígios de tempos passados lá se vão mostrando. Aqui e ali sempre pode admirar elementos de então, tais como a cruz patesca, o antigo emblema templário, insculpido na pedra sobre um portal que terá servido um possível varandim antes empoleirado na torre de menagem.O castelo vai, por força do peso dos séculos e pela falta de atenção sistemática, perdendo de uma forma repetida os mistérios e os encantos de outrora. Mesmo assim, se for de olhos bem abertos, ou acompanhado por alguém conhecedor, verá o que resta do que se julga terem sido os tronos do castelo. Esculpidos na rocha granítica, e já quase indetectáveis, sofrem, assim como tudo o resto, uma lenta erosão.A sua história conhecida e registada por achados arqueológicos no local remonta à época da ocupação romana da Península Ibérica, por volta do século II a.C., que se apode-raram do que então seria um castro lusitano ilhado no meio do Tejo. Mais tarde, alanos, visigodos e mouros também ali assentaram arraiais, até que, em 1129, o primeiro rei de Portugal tomou de assalto e conquistou esta fortaleza estratégica, situada pouco a jusante da confluência do Tejo com o rio Zêzere.
Antes disso já Almourol havia sido palco de outras histórias, desta feita de amor e que facilmente se converteram em lendas. Entre as mais populares está o episódio dramático que relata o amor proibido entre a filha de um cruel senhor feudal godo e um pagem mouro, e o de uma princesa mourisca, de seu nome Ari, que se deixou encantar por um cavaleiro cristão, o que lhe valeu ficar “peada” (com a perna presa por uma corda) a mando de seu pai. Com a história da Ari “peada” surgiu Arripiada que, com o correr dos tempos, resultou em Arripiado, nome de uma pitoresca aldeia à beira-Tejo, situada um pouco a Norte de Barquinha e de Tancos. Tudo passado aqui no castelo de Almourol – ou como também foi conhecido, fortaleza Almorolan, do árabe “pedra alta” –, com violentas paixões e mortes à mistura.Tempos antes gloriososReedificado em 1171 por Gauldim Pais, mestre dos Templários e monge-cavaleiro a quem D. Afonso Henriques havia doado Almourol, foi aos poucos perdendo relevância na luta pela Terra Santa, dado o avanço dos combates e das conquistas para Sul por parte dos cruzados lusitanos. Entretanto, já no reinado de D. Dinis (de 1279 a 1325), dá-se a extinção da Ordem dos Templários, com todos os seus bens e direitos a passarem para as mãos da Ordem de Avis. Daí em diante Almourol sofreu várias alterações, com algumas das mais profundas a serem levadas a cabo já no século XIX e ao longo de grande parte do seguinte."
1Informações úteis
"As raízes da Feira Nacional do Cavalo, ou vulgarmente conhecida como Feira da Golegã, remontam o século XVIII quando a Feira era chamada Feira de São Martinho. A Feira foi criada com a intenção de promover o comercio de produtos agrícolas da região da Golegã que tem solos muito férteis. Ao mesmo tempo, os cavalos começaram a participar na Feira devido à existência de importantes criadores nos campos da Golegã.
Em, 1883, o Marquês de Pombal dava abertamente o seu apoio aos criadores para a apresentação dos seus cavalos. Com o tempo, o cavalo Lusitano tornou-se na principal atracção da Feira e pessoas de todo país começaram a vir à feira para ver e comprar cavalos. Mais tarde, com a divulgação do cavalo Lusitano no Estrangeiro a Golegã começou a receber visitantes dos mais diversos países. Em 1972, de forma a reflectir a importância dos cavalos na Feira esta passou a ser chamada Feira Nacional do Cavalo. Tradicionalmente o dia mais importante da feira é o 11 de Novembro (Mendes, 1988). "
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Quinta-feira, Novembro 08, 2007
Convites que aceitei
Tenho a comunicar-vos que fui convidada a participar no Blogue das Artes. Convite que muito me envaideceu e o qual agradeço. Apesar de não me sentir à altura daqueles que por lá escrevem, aceitei modestamente este convite, que encaro também como um desafio.
Iniciei hoje a minha contribuição e convido-vos a todos a visitarem este espaço, onde encontrarão post's de autores interessantissimos: http://bloguedasartes.blogspot.com/
A convite do simpático Vitor Nogueira iniciei também a minha participação temática num outro espaço.
Igualmente interessante e desafiador, é um espaço onde podemos divagar à volta de um tema proposto pelo Autor. Poderão ver a minha participação pontual e a de outros bloguistas em:
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Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Uma Aventura num Taxi Alfacinha

Tenho para mim, que a “má fama” tem tanto de justa, como de injusta e que muitas são as vezes em que, como diz o Povo, “paga o justo, pelo pecador”. Eu sei, que, como diz o nosso Amigo Rabit, sou aquela que defende sempre os desgraçadinhos. Mas, na verdade, eu nunca tive razão de queixa de um Taxista. É verdade também, que é um serviço que raramente uso, mas ainda assim, já tenho no curriculum algumas viagens e nunca tive qualquer observação a fazer. Nunca tive, até hoje!!!
Os Taxistas têm deveres para com os clientes e nós temos os nossos direitos!
Por razões profissionais, o ano passado tive acesso a uma série de documentação que regula uma central de Táxis em Lisboa, aqui li os deveres e direitos do condutor/cliente e condições gerais para a prestação do serviço, entre outros regulamentos. Sinto-me portanto À vontade para, perante uma situação “castiça e tipicamente de Taxista Lisboeta”, analisar o correcto e o menos correcto, por isso, depois do que Vos vou contar, não me venham dizer, que eu é que estava de mau humor, ou num dia difícil.
Há deveres e direitos de parte a parte, e tontos são, os que não os aplicam e/ou não exigem.

Hoje, depois de uma reunião inesperada e demora, vi-me perante a necessidade de apanhar um táxi. ( confesso, já um pouco contrariada, pois considero um absurdo o que se paga de “bandeirada”). Aproximei-me da Praça de táxis e abri a porta do primeiro carro da fila. O respectivo Sr. Taxista, com os seus modos bruscos, de castiço de Lisboa e depois de levantar pesadamente as pálpebras que estavam cerradas para uma festa diz-me:
- Não sou eu! É aquele Citroen lá atrás!
Desculpo-me, agradeço e dirijo-me, sem perceber muito bem porquê, para o carro de trás. Outro castiço de Lisboa. Desta vez mais jovem e acordado diz:
- Oh Menina, é o carro da frente. Então não se vê? Ele deve “tar” é a dormir. Oh Chico, és tu pá! Leva lá a menina…
Lá me dirigi de novo para o primeiro carro da fila, sentindo-me já ligeiramente incomodada com aquele desencontro, e com o “leva lá a menina” e confesso, receosa por saber que ia ser conduzida por alguém que acabara de acordar bruscamente de uma sesta, mas enfim…
Depois dos cumprimentos da praxe, (boa tarde, boa tarde) disse para onde queria ir e o Sr. Taxista, sempre com modos de poucos amigos, perguntou qual o percurso que eu preferia, ao que eu indiquei aquele que sei que é o mais rápido e próximo, visto que o faço diariamente. Resposta imediata do Sr. Taxista:
- Olhe por aí eu na vou, porque há muitas lombas e dá-me cabo da carroça. Vou pela Almirante Reis. É mais longe, mas é melhor…. Acredite.
Bem… para evitar aborrecer-me e sem paciência, lá consenti a alternativa proposta. Seguimos viagem e começo a sentir um cheiro insuportável! ( e eu estou constipada, como sabem), mas ainda assim, era um odor intenso e muito incomodativo. Cheirava a Mercedes 180D velho e gasto ( e acreditem, o Mercedes 190 D velho e gasto tem um cheiro característico), misturado com o cheiro da pele dos estofos já muito sujos e um insuportável cheiro a “pésinho” e “sovaquinho” poupadinhos em água e sabão, que me deixou num estado de indisposição indescritível. Logo percebi que não ia conseguir suportar aquilo até ao fim da viagem, pelo que abri um pouco a janela do meu lado. Bruscamente, o Sr. Taxista grita:
- Olhe lá, feche já a janela, que isso faz-me corrente de ar e eu tou constipado, todo entupido e cheio de reumático.
- Desculpe! Vou então deixar só uma nesga aberta. É que estou um pouco indisposta! Respondi.
- Na, na. Feche lá a janela toda que o carro é meu, eu é que mando aqui. Se tá mal disposta, vomite, mas eu não faço o serviço com a janela aberta…anda aqui um Homem….
PASSEI-ME!
- Não faz o serviço não Senhor! Aliás, nem faz este, nem devia fazer nenhum, porque o seu carro não tem condições de higiene e segurança para prestar um serviço público. Por isso, por favor, pare já o carro e chame um colega seu pelo rádio, para que venha terminar este serviço e levar-me ao destino!
Aí ele acordou!
Resmungou, mas eu não lhe respondi e acenei com o telemóvel dando a entender que eu própria ligaria para a central…e ia olhando para o velho cartão de condutor que ele apresentava à frente do tabliê …
Parou o carro, chamou o colega que não tardou a chegar enquanto eu já esperava na rua. Felizmente era um taxista asseado, estava acordado, tinha o carro limpo que não fazia guinchos, e era para o calado. Sem eu dar qualquer indicação, optou pelo caminho que eu inicialmente tinha sugerido alegando ser o mais próximo…
Ao sair do carro, este condutor ainda sussurrou:
- Olhe que a Senhora sujeitou-se. Aquele tipo é doido…tem muitas queixas na central….
Mas eu já nem respondi. Saí dali a correr, com a promessa de não entrar num táxi tão depressa.
Pronto! Estarão todos a dizer que eu estava era de mau humor, num mau dia…pois pensem o que quiserem! Eu sinto que tomei a decisão certa! (isto ainda está a quente, mas juro-vos que a sensação que tenho é de: - dever cumprido!)
E já agora, para que conste nos autos: Quando um serviço de transporte não se cumpre até ao destino, por “culpa” do Condutor ou da segurança do carro: seja este, devido a uma avaria, um acidente ou seja devido a falta de condições mínimas para a segurança de um civil, ou porque um cliente se sente ofendido com qualquer acção por parte do condutor, o Regulamento das Centrais de Táxis prevê a obrigatoriedade por parte do condutor de chamar um outro colega para terminar o serviço para o qual tinha sido “contratado”….
Bem…já contei a minha aventura num Táxi Lisboeta.
Agora, também já tenho uma dessas histórias mirabolantes sobre Taxistas para contar!
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Olhar

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Complexo do Preconceito Santana Lopes
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Domingo, Novembro 04, 2007
Céu
Olha para mim
O meu olhar e postura traem a minha natureza de mulher.
Olha para mim, pois será a única forma de me retratares.
Olha para mim, mas por favor, VÊ!
Olha, vendo…..
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Quinta-feira, Novembro 01, 2007
Doce ou Travessura - My Way

Eu, pessoalmente, não aprecio este tipo de festa. Tal como não gosto do carnaval, também não acho piada ao halloween, mas como não gosto de “cortar o barato a ninguém”, acabo por entrar no espírito…mas á minha maneira. :-)
Por isso, aqui vai: DOCE OU TRAVESSURA?
Como não há forma de aqui me darem doces, adianto-me já com a travessura: vou deixar-vos a pensar (reflectir, espero eu) em números. Não é agradável, eu sei. Eu também não tenho jeito para números, mas estes são tão evidentes e óbvios, que todos vão perceber. Além disso, e mais importante, os números de que vos falo, significam VIDAS.
70% a 75% dos casos do cancro do útero, um dos mais mortais entre as mulheres jovens, estão a ser discutidos entre a Infarmed e o Ministério da Saúde.
É tudo uma questão de números. Neste momento a decisão de comparticipar a vacina contra o Papiloma Vírus Humano está suspensa devido a uma avaliação fármaco - económica, por conta do Infarmed. A palavra final será sempre do Ministério da Saúde. Tal como será no caso da Comissão Técnica de Vacinação, da Direcção Geral de Saúde, decidir pela inclusão ou não, no Plano Nacional de Vacinação, da vacina contra o vírus responsável por cerca de 75% dos casos de cancro do colo do útero, que repito, é uma das doenças que causa mais mortalidade entre as mulheres em idade fértil.
Para o nosso Governo, a fé deles é de que estão a discutir um DOCE para todas nós. Para mim, é só mais uma TRAVESSURA, que nos estão a pregar, e se vocês têm dúvidas sobre o que Vos digo, vejam os números pela Europa fora:
FRANÇA – 65% de comparticipação estatal e recomendação de vacinação a todas as raparigas de 14 anos e às mulheres dos 15 aos 23 anos, que ainda não tenham iniciado a vida sexual (Os Franceses sempre foram uns românticos, um pouco naifs)
SUÉCIA – 50% a 100% de comparticipação estatal, de acordo com os rendimentos familiares.
BÉLGICA – Comparticipação de 90% para raparigas dos 12 aos 15 anos.
ALEMANHA – 90% da população alvo está coberta numa comparticipação mista entre o Estado e as Seguradoras.
ITÁLIA – 100% de comparticipação estatal aos 12 anos. Comparticipação regional para outras faixas etárias.
ESPANHA – A decisão cabe às autonomias. Madrid já anunciou a comparticipação a 100%
E AGORA A TRAVESSURA (Não se enganem! Olhem que não é um doce):
PORTUGAL – Decorrem processos no Infarmed, para eventual comparticipação de 37% (eheheheheh) de acordo com o Regime Geral, e na Direcção Geral de Saúde para uma eventual inclusão no Plano Nacional de Vacinação.
PENSEM LÁ NESTES NÚMEROS E DIGAM SENÃO VAI SER UMA BELA PARTIDA!
2 -Hoje, já é dia de Todos os Santos, (este sim, um feriado de tradição Nacional) e eu, como boa católica que sou, vou rezar a todos eles para que a Igreja, por exemplo, em vez de construir uma catedral de não sei quantos milhares de Euros ( até sei, mas tenho vergonha de escrever esse número, quando morre gente à fome), por exemplo, investisse na Vacinação Nacional. E até pode não ser na Vacina do Cancro do Útero (que com boa vontade até podia), mas que tal na Vacina da Meningite e suas variantes ou até na da Hepatite? Isso é que era um doce não era….mas nós, neste país de brandos costumes, somos mais pelas travessuras. Não é?????
PS. Ah ! A Foto da mulher nua era só para chamar a Vossa atenção, talvez até comover-vos, porque as Portuguesas são pobrezinhas, mas honradas e ninguém se vai despir para pagar uma vacina!
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