Titá à janela da alma
Quarta-feira, Dezembro 26, 2007
The best - 2008
Etiquetas: a vida faz-me bem
Quarta-feira, Dezembro 19, 2007
Boas Festas

Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
(Ary dos Santos)
Etiquetas: Feliz Natal
Domingo, Dezembro 16, 2007
All I Want for Christmas - Mariah Carey
is you, and you, and you...is all my friends
Sábado, Dezembro 15, 2007
Natal diferente (reedição)
O Natal está à porta e com este, a família reunida, a cozinha, as cidades enfeitadas, a magia das luzes, o sonho e o desejo no olhar das crianças.Mas, nas ruas, nas prisões, em residências temporárias, há pessoas que não têm Natal como nós o conhecemos. Porque a vida lhes trocou as voltas, alguns já perderam a esperança.
No entanto, há formas de os ajudar, não só nesta altura do ano, mas sobretudo agora e de lhes aliviar a falta de uma família reunida e de conforto ou aconchego. Assim, deixo aqui umas dicas:O que podemos dar?Para as instituições que têm crianças a seu cargo: Papas, fraldas, toalhitas, sampoos, alimentos, brinquedos, livros infantis, roupas.Revistas, mesmo as que não têm utilidade e livros para enviar para os países africanos de expressão portuguesa.Donativos para Instituições de caridade ou apoio social.Alimentos e roupas, bem como cobertores ou sacos cama para todas as instituiçõesDeixo o contacto de algumas Instituições de solidariedade, onde podem fazer um donativo em dinheiro, bens ou dar algumas horas do vosso tempo:
:-) Beijinhos
Ah...a campanha das meias quentes para os sem abrigo de Lisboa de que vos falei por email há dias....continua, por isso, vamos lá juntar meias.
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
Thank God It's Christmas

Na sombra dos reflexos de uma lareira acesa
dancei, dancei a noite toda....
Dancei, e dancei.
Aquecida pelo calor de lenha que arde,
num exercicio desenfreado
como quem empurra algo
para fora de si mesmo.
E na sombra dos reflexos d'ouro
de uma lareira quente...
dancei, dancei, dancei a noite toda...
E dancei, dancei
Em movimentos de exorcismo
Como quem expulsa estados de espírito.
E os queima no fogo, que aquece.
E dancei, dancei, dancei a noite toda...
Etiquetas: a vida faz-me bem
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007
Chá, música e arraiolos

Os serões têm sido mais tranquilos e recolhidos. Aquecida por um bom chá quente, boa música e de volta do meu tapete de Arraiolos, tenho-me mantido assim abstraída de certas realidades que a televisão ou os jornais nos impõe.
Sinto-me em paz, neste mundo paralelo tão aconchegante.
É a minha preparação de alma para receber o Natal.

Etiquetas: a vida faz-me bem.
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
Novo ar
Temos que procurar nuances, alternativas a este estado arrefecido. Buscar energias mais quentes e incentivadoras.
Por isso, resolvi mudar a decoração desta salinha, onde continuo a receber-vos e enternecer-me com o vosso sempre constante carinho e incentivo.
Espero que gostem e que se sintam aconchegados, aquecidos com o novo ambiente.
Haverá sempre uma janela aberta. A janela da minha alma que tantas vezes aqui exponho, ou a janela do meu olhar que retrai momentos que aqui relato. Será também a janela aberta por onde podem espreitar e por onde Vos receberei.
Bem haja pela visita!
Etiquetas: a vida faz-me bem.
Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
A medicina na voz do Povo - com Humor
Medicina é – diz quem a pratica – a mais bela das profissões. Quem a exerce sabe que cada vez mais deve estar atento à qualidade da comunicação que mantém com o paciente como parte primordial de todo o projecto terapêutico: saber escutar o doente, entender as suas formas de expressão e saber transmitir em termos simples e directos aquilo que pensa e aquilo que pretende que o doente assimile e ponha em prática, sem recorrer ao linguajar hermético e técnico que caracteriza alguns sectores da classe médica, é para o clínico muito mais de meio caminho andado para o sucesso...
"O doente que tem que contar em minutos os males de um "maldito corpo que não corresponde aos desejos da alma" está sujeito a lapsus linguae, frutos da atrapalhação, da timidez, do incómodo de ali estar perante o médico. Compreendamo-lo pois com bom humor!"
Carlos Barreira da Costa, médico Otorrinolaringologista da mui nobre e Invicta cidade do Porto, decidiu compilar no seu livro "A Medicina na Voz do Povo", com o inestimável contributo de muitos colegas de profissão, trinta anos de histórias, crenças e dizeres ouvidos durante o exercício desta peculiar forma de apostolado que é a prática da medicina. E dele não resisti a extrair verdadeiras jóias deste tão pouco conhecido léxico que decidi compartilhar convosco.
O diálogo com um paciente com patologia da boca, olhos, ouvidos, nariz e garganta é sempre um desafio para o clínico:
"A minha expectoração é limpa, assim branquinha, parece, com sua licença, espermatozóides".
"Quando me assoo dou um traque pelo ouvido, e enquanto não puxar pelo corpo, suar, ou o caralho, o nariz não se destapa".
"Não sei se isto que tenho no ouvido é cera ou caruncho".
"Isto deu-me de ter metido a cabeça no frigorífico. Um mês depois fui ao Hospital e disseram-me que tinha bolhas de ar no ouvido".
"Ouço mal, vejo mal, tenho a mente descaída".
"Fui ao Ftalmologista, meteu-me uns parafusinhos nos olhos a ver se as lágrimas saiam".
"Tenho a língua cheia de Áfricas".
"Gostava que as papilas gustativas se manifestassem a meu favor".
"O dente arrecolhia pus e na altura em que arrecolhia às imidulas infeccionava-as".
"A garganta traqueia-me, dá-me aqueles estalinhos e depois fica melhor".
As perturbações da fala impacientam o doente:
"Na voz sinto aquilo tudo embuzinado".
"Não tenho dores, a voz é que está muito fosforenta".
"Tenho humidade gordurosa nas cordas vocais".
"O meu pai morreu de tísica na laringe".
Os "problemas da cabeça" são muito frequentes:
"Há dias fiz um exame ao capacete no Hospital de S. João".
"Andei num Neurologista que disse que parti o penedo, o rochedo ou lá o que é...".
"Fui a um desses médicos que não consultam a gente, só falam pra nós".
"Vem-me muitos palpites ruins, assim de baixo para cima...".
"A minha cabecinha começa assim a ferver e fico com ela húmida, assim aos tombos, a trabalhar".
"Ou caiu da burra ou foi um ataque cardeal".
Os aparelhos genital e urinário são objecto de queixas sui generis:
"Venho aqui mostrar a parreca".
"A minha pardalona está a mudar de cor".
"Às vezes prega-se-me umas comichões nas barbatanas".
"Tenho esta comichão na perseguida porque o meu marido tem uma infecção na ponta da natureza".
"Fazem aqui o Papa Micau (Papanicolau)?"
"Quantos filhos teve?" - pergunta o médico. "Para a retrete foram quatro, senhor doutor, e à pia baptismal levei três".
"Apareceu-me uma ferida, não sei se de infecção se de uma foda mal dada".
"Tenho de ser operado ao stick. Já fui operado aos estículos".
"Quando estou de pau feito... a puta verga".
"O Médico mandou-me lavar a montadeira logo de manhã".
As dores da coluna e do aparelho muscular e esquelético são difíceis de suportar:
"Metade das minhas doenças é desfalsificação dos ossos e intendência para a tensão alta".
"O pouco cálcio que tenho acumula-se na fractura".
"Já tenho os ossos desclassificados".
"Alem das itroses tenho classificação ossal".
"O meu reumatismo é climático".
"É uma dor insepulcrável".
"Tenho artroses remodeladas e de densidade forte".
"Estou desconfiado que tenho uma hérnia de escala".
O português bebe e fuma muito e desculpa-se com frequência:
"Tomo um vinho que não me assobe à cabeça".
"Eu abuso um pouco da água do Luso".
"Não era ébrio nato mas abusava um pouco do álcool"
"Fujo dos antibióticos por causa do estômago. Prefiro remédios caseiros, a aguardente queimada faz-me muito bem".
"Eu sou um fumador invertebrado".
O aparelho digestivo origina sempre muitas queixas:
"Fui operado ao panquecas".
"Tive três úlceras: uma macho, uma fêmea e uma de gastrina".
"Ando com o fígado elevado. Já o tive a 40, mas agora está mais baixo".
"Eu era muito encharcado a essa coisa da azia".
"Senhor Doutor a minha mulher tem umas almorródias que com a sua licença nem dá um peido".
"Tenho pedra na basílica".
"O meu marido está internado porque sangra pela via da frente e pinga pela via de trás".
"Fizeram-me um exame que era uma televisão a trabalhar e eu a comer papa".
"Fiz uma mamografia ao intestino".
"O meu filho foi operado ao pence (apêndice) mas não lhe puseram os trenos (drenos), encheu o pipo e teve que pôr o soma (sonda) ".
Os medicamentos e os seus efeitos prestam-se às maiores confusões:
"Ando a tomar o Esperma Canulado"- Espasmo Canulase
"Tenho cataratas na vista e ando a tomar o Simião" – Sermion
"Andei a tomar umas injecções de Esferovite" – Parenterovit
"Era um antibiótico perlim pim pim mas não me fez nada" – Piprilim
"Agora estou melhor, tomo o Bate Certo" – Betaserc
"Tomo o Sigerom e o Chico Bem" – Stugeron e Gincoben
"Ando a tomar o Castro Leão" – Castilium
"Tomei Sexovir" – Isovir
"Tomo uma cábulas à noite".
"Tomei uns comprimidos "jaunes", assim amarelados".
"Tomo uns comprimidos a modos de umas aboborinhas".
"Receitou-me uns comprimidos que me põem um pouco tonha".
"Estava a ficar com os abéticos no sangue".
"Diz lá no papel que o medicamento podia dar muitas complicações e alienações".
"Quando acordo mais descaída tomo comprimidos de alta potência e fico logo melhor".
"Ó Sra. Enfermeira, ele tem o cu como um véu. O líquido entra e nem actua".
"Na minha opinião sinto-me com melhores sintomas".
O que os doentes pensam do médico:
"Também desculpe, aquela médica não tinha modinhos nenhuns".
"Especialista, médico, mas entendido!".
"Não sou muito afluente de vir aos médicos".
"Quando eu estou mal, os senhores são Deus, mas se me vejo de saúde acho-vos uns estapores".
"Gosto do Senhor Doutor! Diz logo o que tem a dizer, não anda a engasular ninguém".
"Não há melhor doente que eu! Faço tudo o que me mandam, com aquela coisa de não morrer".
Em relação ao doente o humor deve sempre prevalecer sobre a sisudez e o distanciamento. Senão atentem neste "clássico":
"Ó Senhor Doutor, e eu posso tomar estes comprimidos com a menstruação?
Ao que o médico retorque: "Claro que pode. Mas se os tomar com água é capaz de não ser pior ideia. Pelo menos sabe melhor."
Etiquetas: a vida faz-me bem
Domingo, Dezembro 02, 2007
Não percebo nada...

Etiquetas: politiquices e má lingua
